Presos da Peco produzem máscaras, toucas e jalecos para combate ao coronavírus

Faz o molde, mede, corta e costura. Fabricar uma máscara parece simples, mas exige certo conhecimento técnico e prática. Nas Penitenciárias Estaduais de Maringá e de Cruzeiro do Oeste, a meta é fazer 90 mil máscaras nos próximos três meses. Do total de itens confeccionados, número que chega a quase 6 mil, pelo menos 2 mil já foram repassados a servidores da saúde e da segurança pública da região.

Na última terça-feira (14), a produção alcançou as marcas de 4,6 mil máscaras descartáveis, 893 jalecos e 221 toucas em TNT, 50 uniformes para o setor de saúde, em Brim, e ainda 150 jalecos de algodão. “Já fornecemos máscaras a todas as unidades prisionais da nossa regional, ao 4º Batalhão da Polícia Militar (4º BPM), à 9ª Subdivisão Policial (9ª SDP) e ao Centro de Socioeducação (Cense)”, afirmou o coordenador regional de Maringá e de Cruzeiro do Oeste, Luciano Brito.

Além disso, segundo ele, já foram entregues 643 jalecos em TNT (sendo 315 ao Hospital Universitário e 328 ao Hospital Metropolitano); 150 jalecos em tecido de algodão à 15ª Regional de Saúde; e 221 toucas em TNT também para o Hospital Universitário.

Na entrega dos materiais, junto ao pacote, vai uma carta contando da procedência dos equipamentos de proteção individual. “Mesmo para aqueles que sabem quem costurou, mandamos um documento dizendo que os produtos foram confeccionados na PEM ou na PECO”, explicou o coordenador regional. Uma frase se destaca no papel: “Todos juntos combatendo a Covid-19”.

“Nossa produção, que hoje gira em torno de 800 unidades de máscaras diárias, segue rigorosamente a regulamentação nacional estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Cada máscara conta com duas camadas de Tecido-Não-Tecido (TNT) e uma filtrante, feita de Spunbonded+Meltblown+Spunbonded (SMS)”, afirmou Luciano Brito.

Para a fabricação dos produtos, as unidades contaram com doações do Conselho da Comunidade de Maringá e de Curitiba, da Justiça Federal de Maringá, Umuarama, Guaíra e capital, além de empresários, instituições religiosas e voluntários.

Fonte: Depen

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