O Meio Ambiente pede a nossa ajuda

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Tem gente que reclama do calor. Tem gente que fica brava quando falta água. Tem gente que reclama do reajuste da conta de energia elétrica. Mas quem realmente colabora com o Meio Ambiente e ajuda a diminuir o impacto dos problemas ambientais do mundo? Para o ambientalista e professor do departamento de Geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Jorge Villalobos, esses problemas estão cada vez mais presentes da nossa rotina diária. Mesmo numa cidade do interior como Cianorte. “A sociedade ainda acha que não será afetada, que não aconteceriam problemas por aqui”, diz Villalobos. “Todos os problemas ambientais repercutem sim no centro do país e não só no litoral”.

O ambientalista comenta sobre o aquecimento global e degelo. Como o nível do mar subir cada vez mais e a temperatura média do planeta aumentar, ficando cada vez mais calor. “Os órgãos e autoridades sempre souberem desses fatores e deixaram acontecer, faltando planejamento”, considera Villalobos.

CIDADE – O secretário do Meio Ambiente de Cianorte, José Icaro Monteiro Maranhão, informa que há um trabalho de conscientização feito por uma bióloga nas escolas e em parceria com o Conselho do Meio Ambiente. “Cianorte tem muitas áreas verdes e nos preocupamos muito com elas”, anuncia Maranhão.

Outras ações frequentes da prefeitura cianortense são plantio de árvores, separação de lixo, recuperação de áreas degradadas, proteção das nascentes, entre outras.

MUNDO – A Organização das Nações Unidas (ONU) mantem 2,5 mil especialistas de todo o mundo pesquisando e debatendo questões ambientais num Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Em setembro aconteceu em sete países o Dia da Ação Global pelo Clima. E em novembro será realizada a Conferência das Partes, no Peru, com chefes de órgãos climáticos de todo o mundo para definirem medidas para reduzir as mudanças climáticas. Órgãos oficiais registraram o mês passado com a média global mais alta desde quando começaram as medições.

Essas pesquisas e debates preveem que em 2100 a temperatura na Terra seja maior que 50°C em algumas regiões que tem temperatura media normal hoje. Especialistas debatem o uso racional da água desde a década de 1960. O que parecia um absurdo na época, é rotina hoje como racionamento, falta de água e rios secando.

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Efeitos climáticos na região de Cianorte

A região de Cianorte também sente os problemas ambientais. Além do aumento da temperatura média como em outras regiões brasileiras, os cianortenses também foram afetados pela enchente do Rio Ivaí que, no período de um ano, transbordou e interditou a ponte da PR-323 que foi coberta pelas águas das chuvas. E também pelo abastecimento de água na cidade como ocorreu na semana passada. “A falta de água em Cianorte foi resultante do alto consumo que chegou a 30% acima da média, devido as altas temperaturas”, informou a assessora de Comunicação da Sanepar, Cláudia Adkins.

O aumento do consumo nesses dias de intenso calor foi equivalente ao que seria daqui a dez anos com um aumento da população. Para evitar mais problemas, a Sanepar está interligando um novo poço na cidade com aumento na vazão que começará a operar no final de novembro. Há plano para outros dois poços em 2015 e um projeto de ampliação do sistema para 20 anos.

A cada ano as temperaturas extremas estão cada vez mais acentuadas e batendo recordes. O calor esse ano já chegou próximo aos 40°C em fevereiro e no começo desse mês, causando uma baixa umidade relativa do ar em torno de 20% num estado de alerta. E no começo de junho o frio chegou a 5°C. A estiagem no começo do ano causou quebra nas safras agrícolas e também o reajuste de hortifrúti.

CONTROLE CASEIRO
• redução no tempo do banho
• fechar torneira ao fazer barba
• fechar torneira ao escovar os dentes
• instalação de torneiras ecológicas
• instalação de descarga ecológica
• reaproveitamento de água para limpeza
• organizar volume de roupas para lavar
• organizar volume de louça para lavar

Texto: Andye Iore / Fotos: Ângelo Rigon, Andye Iore, Assessoria da Prefeitura

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O Meio Ambiente pede a nossa ajuda

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Tem gente que reclama do calor. Tem gente que fica brava quando falta água. Tem gente que reclama do reajuste da conta de energia elétrica. Mas quem realmente colabora com o Meio Ambiente e ajuda a diminuir o impacto dos problemas ambientais do mundo? Para o ambientalista e professor do departamento de Geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Jorge Villalobos, esses problemas estão cada vez mais presentes da nossa rotina diária. Mesmo numa cidade do interior como Cianorte. “A sociedade ainda acha que não será afetada, que não aconteceriam problemas por aqui”, diz Villalobos. “Todos os problemas ambientais repercutem sim no centro do país e não só no litoral”.

O ambientalista comenta sobre o aquecimento global e degelo. Como o nível do mar subir cada vez mais e a temperatura média do planeta aumentar, ficando cada vez mais calor. “Os órgãos e autoridades sempre souberem desses fatores e deixaram acontecer, faltando planejamento”, considera Villalobos.

CIDADE – O secretário do Meio Ambiente de Cianorte, José Icaro Monteiro Maranhão, informa que há um trabalho de conscientização feito por uma bióloga nas escolas e em parceria com o Conselho do Meio Ambiente. “Cianorte tem muitas áreas verdes e nos preocupamos muito com elas”, anuncia Maranhão.

Outras ações frequentes da prefeitura cianortense são plantio de árvores, separação de lixo, recuperação de áreas degradadas, proteção das nascentes, entre outras.

MUNDO – A Organização das Nações Unidas (ONU) mantem 2,5 mil especialistas de todo o mundo pesquisando e debatendo questões ambientais num Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Em setembro aconteceu em sete países o Dia da Ação Global pelo Clima. E em novembro será realizada a Conferência das Partes, no Peru, com chefes de órgãos climáticos de todo o mundo para definirem medidas para reduzir as mudanças climáticas. Órgãos oficiais registraram o mês passado com a média global mais alta desde quando começaram as medições.

Essas pesquisas e debates preveem que em 2100 a temperatura na Terra seja maior que 50°C em algumas regiões que tem temperatura media normal hoje. Especialistas debatem o uso racional da água desde a década de 1960. O que parecia um absurdo na época, é rotina hoje como racionamento, falta de água e rios secando.

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Efeitos climáticos na região de Cianorte

A região de Cianorte também sente os problemas ambientais. Além do aumento da temperatura média como em outras regiões brasileiras, os cianortenses também foram afetados pela enchente do Rio Ivaí que, no período de um ano, transbordou e interditou a ponte da PR-323 que foi coberta pelas águas das chuvas. E também pelo abastecimento de água na cidade como ocorreu na semana passada. “A falta de água em Cianorte foi resultante do alto consumo que chegou a 30% acima da média, devido as altas temperaturas”, informou a assessora de Comunicação da Sanepar, Cláudia Adkins.

O aumento do consumo nesses dias de intenso calor foi equivalente ao que seria daqui a dez anos com um aumento da população. Para evitar mais problemas, a Sanepar está interligando um novo poço na cidade com aumento na vazão que começará a operar no final de novembro. Há plano para outros dois poços em 2015 e um projeto de ampliação do sistema para 20 anos.

A cada ano as temperaturas extremas estão cada vez mais acentuadas e batendo recordes. O calor esse ano já chegou próximo aos 40°C em fevereiro e no começo desse mês, causando uma baixa umidade relativa do ar em torno de 20% num estado de alerta. E no começo de junho o frio chegou a 5°C. A estiagem no começo do ano causou quebra nas safras agrícolas e também o reajuste de hortifrúti.

CONTROLE CASEIRO
• redução no tempo do banho
• fechar torneira ao fazer barba
• fechar torneira ao escovar os dentes
• instalação de torneiras ecológicas
• instalação de descarga ecológica
• reaproveitamento de água para limpeza
• organizar volume de roupas para lavar
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Texto: Andye Iore / Fotos: Ângelo Rigon, Andye Iore, Assessoria da Prefeitura

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