No Paraná, 57,2 mil pessoas já foram vacinadas contra a Covid-19

As secretarias municipais de Saúde vacinaram 57.200 pessoas contra a Covid-19 até as 17h30 desta sexta-feira (22), o que representa 43% das 132.771 doses distribuídas pelo Governo do Estado. Os imunizantes CoronaVac, produzidos pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Sinovac, foram aplicados em profissionais de saúde, pessoas em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI), pessoas com deficiência severa e indígenas.

O balanço foi divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde a partir de um levantamento interno realizado com as 22 Regionais de Saúde e os respectivos municípios. Nos próximos dias ele será disponibilizado no sistema integrado do Ministério da Saúde, que ainda está indisponível, o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI). O DataSUS, sistema macro no qual está o SI-PNI, desenvolveu um módulo especial para receber os dados de todos os estados e que contempla informações como registro de vacinados, público-alvo, origem e lote de vacinas.

De acordo com o levantamento, as 57.200 aplicações foram divididas entre 40.509 profissionais de saúde, 3.125 vacinadores, 4.366 indígenas e 9.200 idosos asilados, profissionais cuidadores e pessoas com deficiências severas.

As Regionais que mais imunizaram em números absolutos foram Curitiba e Região Metropolitana (2ª RS), Maringá (15ª RS), Londrina (17ª RS), Guarapuava (5ª RS), Cascavel (10ª RS) e Ponta Grossa (3ª RS). Proporcionalmente à quantidade de doses, os destaques foram Cianorte (13ª RS), com 79%; União da Vitória (6ª RS), com 78,4%; Campo Mourão (11ª RS), com 77,7%; Ivaiporã (22ª RS), com 72,3%; Irati (4ª RS), com 71,8%; e Cornélio Procópio (18ª RS), com 71,3%.

NÚMEROS ABSOLUTOS

A Regional que mais aplicou foi a de Curitiba e Região Metropolitana (2ª RS). Foram 7.761, sendo 4.316 em profissionais de saúde, 842 em vacinadores, 96 em indígenas e 2.507 em idosos e trabalhadores de instituições asilares. A segunda que mais aplicou foi a de Maringá (15ª RS), com 5.846, sendo 4.576 em médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e fisioterapeutas, além de 867 em idosos e deficientes.

Em Curitiba, por exemplo, os grupos da primeira fase envolvem os 250 profissionais da enfermagem que atuarão como vacinadores; 6 mil moradores, funcionários e cuidadores de 127 ILPIs; 93 indígenas aldeados da aldeia Kakané-Porã, no Tatuquara; 12 mil profissionais de saúde da linha de frente; e as equipes das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além de profissionais de remoção médica particulares.

Londrina (17ª RS) aplicou em 4.456 pessoas, sendo a maioria profissionais de saúde: 2.645. Guarapuava (5ª RS) aplicou 3.521 doses, sendo 2.533 em profissionais de saúde, 538 em indígenas, 150 vacinadores e 300 em idosos e deficientes severos. Na regional de Cascavel (10ª RS), a última a receber as doses, foram 3.321 aplicações: 2.718 profissionais de saúde, 134 vacinadores, 134 indígenas e 335 idosos em ILPIs. Em Ponta Grossa (3ª RS) também foram mais de 3 mil aplicações.

As regionais de Pato Branco (7ª RS), Campo Mourão (11ª RS), Apucarana (16ª RS), Cornélio Procópio (18º RS), Jacarezinho (19ª RS) e Toledo (20ª RS) vacinaram mais de 2 mil pessoas; as de Paranaguá (1º RS), Irati (4ª RS), União da Vitória (6ª RS), Francisco Beltrão (8ª RS), Foz do Iguaçu (9ª RS), Umuarama (12ª RS), Paranavaí (14ª RS), Telêmaco Borba (21ª RS) e Ivaiporã (22ª RS) vacinaram entre mil e 2 mil pessoas; Cianorte (13ª RS) teve 980 aplicações.

PROPORCIONAL

Proporcionalmente à quantidade de doses, os destaques foram Cianorte (13ª RS), Campo Mourão (11ª RS), União da Vitória (6ª RS), Ivaiporã (22ª RS), Cornélio Procópio (18ª RS) e Irati (4ª RS), com mais de 70%, em relação à quantidade de doses recebidas. Jacarezinho (19ª RS), Francisco Beltrão (8ª RS), Pato Branco (7ª RS), Telêmaco Borba (21ª RS) e Maringá (15ª RS) tiveram 60% ou mais de aplicação. Guarapuava (5ª RS), Apucarana (16ª RS) e Ponta Grossa (3ª RS) tiveram mais de 50%. Os dois núcleos mais populosos (Curitiba/RMC e Londrina) variaram entre 19,7% e 31,9%.

LOGÍSTICA

O Governo do Estado montou uma verdadeira força-tarefa para a logística de distribuição das primeiras vacinas, que incluiu três aeronaves e uma frota de caminhões. O Paraná recebeu do Ministério da Saúde 265.600 doses da Coronavac na segunda-feira (18), vindas do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

As primeiras 132.771 doses (metade do lote) saíram do Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) na terça-feira (19) de manhã. Elas foram entregues a Curitiba, pelas 8 horas, e às 9 horas aviões decolaram do Aeroporto do Bacacheri levando cerca de 80 mil frascos para o Interior. Outras regionais que ficam perto da Capital foram atendidas por via terrestre. Elas chegaram a todas as regionais em 27 horas.

Na quarta-feira (20), pouco depois das 15 horas, todos os municípios haviam retirado as suas cargas e a maioria iniciou a vacinação no mesmo dia, de maneira simbólica ou definitiva. Na quinta-feira (21), às 14h30, todos os municípios já haviam começado as suas campanhas.

O outro lote será encaminhado para aplicação da segunda dose em três semanas. O armazenamento está sendo feito no Cemepar, que conta com ampla estrutura de freezers e câmaras frias, além de questões de segurança.

Confira o balanço de aplicação por Regional de Saúde

1ª RS – Paranaguá – 1.075 (47,9% das 2.240 doses recebidas)

2ª RS – Metropolitana – 7.761 (19,7% das 39.371 doses)

3ª RS – Ponta Grossa – 3.272 (54,5% das 6.000 doses)

4ª RS – Irati – 1.092 (71,8% das 1.520 doses)

5ª RS – Guarapuava – 3.521 (59,4% das 5.920 doses)

6ª RS – União da Vitória – 1.208 (78,4% das 1.540 doses)

7ª RS – Pato Branco – 2.921 (60,3% das 4.840 doses)

8ª RS – Francisco Beltrão – 1.759 (65,6% das 2.680 doses)

9ª RS – Foz do Iguaçu – 1.652 (32% das 5.160 doses)

10ª RS – Cascavel – 3.321 (40,3% das 8.240 doses)

11ª RS – Campo Mourão – 2.673 (77,7% das 3.440 doses)

12ª RS – Umuarama – 1.293 (41,4% das 3.120 doses)

13ª RS – Cianorte – 980 (79% das 1.240 doses)

14ª RS – Paranavaí – 1.249 (41% das 3.040 doses)

15ª RS – Maringá – 5.846 (62,4% das 9.360 does)

16ª RS – Apucarana – 2.440 (59,5% das 4.100 doses)

17ª RS – Londrina – 4.456 (31,9% das 13.960 doses)

18ª RS – Cornélio Procópio – 2.568 (71,3% das 3.600 doses)

19ª RS – Jacarezinho – 2.285 (67,2% das 3.400 doses)

20ª RS – Toledo – 2.572 (47,9% das 5.360 doses)

21ª RS – Telêmaco Borba – 1.260 (67% das 1.880 doses)

22ª RS – Ivaiporã – 1.996 (72,3% das 2.760 doses)

TOTAL – 57.200 (43% das 132.771 doses).

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O Paraná iniciou na última segunda-feira (18) a vacinação contra a Covid-19, assim que recebeu as doses disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Porém, como ainda não há imunizantes suficientes disponíveis no mercado mundial, a campanha completa de imunização será escalonada, priorizando os grupos que são mais suscetíveis à doença.

Assim como aconteceu no início da pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), muitas dúvidas surgem nesse processo. As questões a seguir, respondidas com base no Plano Estadual de Vacinação, da Secretaria de Estado da Saúde, e no Informe Técnico do Ministério da Saúde sobre a Campanha Nacional de Vacinação Contra a Covid-19, trazem esclarecimentos sobre o calendário, grupos prioritários, quem pode ou não tomar a vacina e outras questões relacionadas à vacinação.

A vacina é gratuita?

Sim, ela é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), atendendo a ordem dos grupos prioritários. Por isso é importante ficar atento e não cair em golpes, pois não houve liberação de venda no Brasil.

Quem será vacinado primeiro?

Como ainda não há doses suficientes para atender toda a população que será imunizada, a vacinação será feita de forma gradual. O Plano Estadual de Vacinação definiu alguns critérios para os grupos prioritários, que incluem os riscos de exposição à doença, de desenvolver formas graves, de transmissibilidade e a dificuldade de acesso aos serviços de saúde. Neste primeiro momento, estão sendo vacinados os trabalhadores de saúde, os idosos com 60 anos ou mais que vivem em asilos, casas de repouso e afins e seus funcionários, os indígenas e pessoas com deficiência severa, alcançando 126 mil pessoas.

Qual será a ordem de vacinação contra a Covid-19?

Na sequência, estão previstos para serem vacinados, pela ordem: idosos de 80 anos ou mais; pessoas de 75 a 79 anos; de 70 a 74 anos; de 65 a 69 anos; de 60 a 64 anos; pessoas em situação de rua; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; pessoas com comorbidades; trabalhadores da educação e da assistência social (Cras, Creas, casas/unidades de acolhimento); quilombolas, povos e comunidades tradicionais ribeirinhas; caminhoneiros; trabalhadores do transporte coletivo; trabalhadores do transporte aéreo; trabalhadores portuários; população privada de liberdade; trabalhadores do sistema prisional; demais grupos, com exceção daqueles não podem ser imunizados.

Qual é o calendário para vacinar toda a população do Paraná?

Não há como a Secretaria de Estado da Saúde instituir um calendário, porque a aquisição e o envio das doses de vacinas são de responsabilidade do Ministério da Saúde. Porém, é importante ressaltar que, por enquanto, nem todo mundo será imunizado. Além da disponibilidade dos imunizantes, os testes feitos até agora não incluíram alguns grupos, como gestantes e menores de 18 anos, e por isso, precauções ou contraindicações serão adotadas temporariamente, até que maiores evidências sejam divulgadas. Além disso, certas condições também impedem a vacinação de algumas pessoas. Como já é recomendado para outras vacinas, quem tiver com febre moderada ou grave não deve ser imunizado, pois os sintomas podem ser confundidos com possíveis efeitos colaterais. Pacientes imunossuprimidos (aqueles que têm redução do seu sistema imunológico) também não podem ser vacinados.

Sou idoso, quando vou tomar a vacina?

Os idosos foram incluídos entre os grupos prioritários para receberem a vacina, com uma divisão por faixa etária. Passando esta primeira etapa, o próximo grupo que está na fila são as pessoas de 80 anos ou mais, seguidas pela faixa dos 75 aos 79 anos; de 70 a 74 anos; de 65 a 69 anos; de 60 a 64 anos. O cronograma ainda não foi definido, mas a Secretaria de Estado da Saúde irá divulgá-las assim que o Ministério da Saúde disponibilizar novas doses.

Quais vacinas serão aplicadas no Paraná?

O Estado utilizará as vacinas aprovadas pela Anvisa e disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. Até agora, a agência autorizou o uso de dois imunizantes: a Coronavac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina de Oxford/AstraZeneca, feita em convênio com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para esta primeira etapa de vacinação, o Ministério da Saúde encaminhou 6 milhões de doses da Coronavac aos estados, sendo que o Paraná recebeu 265.600 doses, em frascos de monodose, ou seja, 5% do total. Metade deste lote foi distribuída aos 399 municípios, que já iniciaram a vacinação. A outra parte ficará armazenada no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), para serem enviadas em três semanas, quando será aplicada a segunda dose da vacina. Possivelmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) receberá 2 milhões de doses da vacina de Oxford/AstraZeneca. Deste total, o Estado deve receber 5%, ou 100 mil doses, que serão aplicadas seguindo os grupos prioritários.

Gestantes, lactantes ou puérperas poderão tomar a vacina?

A segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas nesses grupos, mas estudos em animais não demonstraram risco de malformações. Para as mulheres pertencentes ao grupo de risco, a vacinação poderá ser realizada após avaliação cautelosa dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada entre ela e o seu médico prescritor. Para aquelas que forem vacinadas inadvertidamente, cabe ao profissional tranquilizá-las sobre a baixa probabilidade de risco e encaminhar para o acompanhamento pré-natal.

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes?

Os testes clínicos das duas vacinas aprovadas até agora pela Anvisa não contemplaram menores de 18 anos. Por isso, enquanto não houver estudos mais completos que incluam essa população, as crianças e adolescentes não estão no público-alvo que será imunizado. Após os resultados dos estudos clínicos da fase III, essas orientações podem ser revistas.

Faço uso de medicamentos controlados, há alguma contraindicação para tomar a vacina?

A vacina somente é contraindicada às pessoas que têm hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos seus componentes, além daquelas que já apresentaram uma reação alérgica intensa confirmada ao tomar uma dose anterior de uma vacina contra a Covid-19.

Quem já teve Covid-19 pode se vacinar?

Pode. Não há evidências, até o momento, de qualquer risco com a vacinação de indivíduos com histórico anterior de infecção ou com anticorpo detectável para SARS-CoV-2. Além disso, como há casos de reinfecção e mesmo novas variantes do vírus circulando, ainda não existem evidências de que quem pegou a doença já esteja automaticamente imunizado.

Tenho sintomas de Covid-19, posso me vacinar?

É melhor esperar. De acordo com o Ministério da Saúde, é improvável que a vacinação de indivíduos infectados, em período de incubação, ou assintomáticos tenha um efeito prejudicial sobre a doença. Porém, recomenda-se o adiamento da vacinação nas pessoas com quadro sugestivo de infecção, para se evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas.

Todo mundo é obrigado a se vacinar?

A vacinação é um pacto coletivo, que há décadas têm salvado milhões de pessoas de serem contagiadas e morrerem por doenças virais. Isso significa que quanto mais pessoas tomarem a vacina, menos o vírus circula no ambiente, evitando que aquelas que por algum motivo não podem ser vacinadas sejam contaminadas. Por isso, quanto mais pessoas se imunizarem, mais fácil será de conter a disseminação do coronavírus. O PNI estabeleceu como meta vacinar ao menos 90% da população alvo de cada grupo, uma vez que é de se esperar que uma pequena parcela da população apresente contraindicações à vacinação.

Por que mesmo após tomar a vacina ainda preciso usar máscara?

Mesmo com o início da imunização, ainda não é hora de relaxar com as medidas de prevenção. Usar máscara, lavar as mãos e manter o distanciamento social são medidas eficientes e necessárias para evitar a disseminação do vírus. Além disso, ainda faltam muitos meses para que todos sejam vacinados contra a Covid-19, e mesmo quem já recebeu o imunizante ainda pode continuar sendo um agente de transmissão da doença.

Quanto tempo após a vacinação estarei imunizado?

Nos estudos realizados foi observado que após 14 dias da aplicação da segunda dose da vacina há soro conversão para imunidade. Porém, há a necessidade de conclusão de estudos técnicos sobre o tempo de imunidade por parte do Ministério da Saúde.

A vacina tem efeitos colaterais ou traz algum risco?

Tanto nos testes clínicos, como entre os primeiros vacinados, não foram apresentadas ocorrências graves relacionadas à vacina. É importante lembrar que os estudos foram analisados pela Anvisa e acompanhados por outras agências mundiais de vigilância sanitária, que estão atentas a qualquer incidente. Em uma situação emergencial como a atual pandemia, que já contaminou mais de 96 milhões e matou 2 milhões de pessoas em todo o mundo, as vacinas estão sendo desenvolvidas de forma acelerada, usando novas tecnologias de produção. Além disso, como elas serão administradas em milhões de indivíduos, é de se esperar a ocorrência de notificações de eventos adversos pós-vacinação (EAPV). Essas situações deverão ser notificadas compulsoriamente pelos profissionais da saúde.

Como faço para agendar o meu horário?

A responsabilidade pela estratégia de organização dos horários para aplicação das doses do imunizante é dos municípios. O Paraná tem 1.850 salas de vacinação distribuídas nas 399 cidades.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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