Ministério da Saúde lança campanha nacional de combate ao mosquito Aedes aegypti

Um chamado para que a população participe do combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, foi feito nesta última terça-feira (24) pelo Ministério da Saúde. Foi lançada a campanha nacional “Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo”.

“Nossa campanha tem como conceito: combater o mosquito é com você. Queremos que você participe desse processo, que você tenha um sentimento de pertencimento a esse processo. É comigo, é conosco Ministério da Saúde, é com toda a população brasileira. Essa é uma responsabilidade compartilhada”, explica o secretário de vigilância em saúde, Arnaldo de Medeiros.

Para prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é fundamental evitar o acúmulo de água parada, que permite a proliferação do mosquito.

EVITAR ÁGUA PARADA TODOS OS DIAS

O Ministério da Saúde alerta que o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do Aedes aegypti podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.

Por isso, é importante que os cidadãos façam limpeza frequente, não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas e outros recipientes que possam permitir a reprodução do mosquito.

De acordo com o secretário Arnaldo de Medeiros, o ministério mantém uma vigilância contínua no país durante todo o ano para evitar a proliferação do Aedes aegypti com estruturas de pesquisa, uso de inseticidas e ação de agentes de saúde, entre outros.

“Temos o controle de vetores, o uso de inseticidas é fundamental, faz parte da estratégia de combate ao mosquito e temos a clareza de dizer que hoje todos os estados e municípios estão abastecidos com inseticidas e estamos cada vez mais trabalhando numa modelagem e vigilância participativa para o combate ao mosquito”, afirma.

CAMPANHA

As primeiras ações da campanha já ocorreram nesta manhã. Cinquenta caminhonetes, um micro-ônibus e um carro de som saíram da sede do Ministério da Saúde e seguiram em carreata no Distrito Federal fazendo demonstrações do fumacê e de armadilhas para mosquitos com a equipe de pulverização.

As peças publicitárias da campanha serão exibidas na televisão, rádio, internet e mídia exterior desta terça-feira até o dia 31 de dezembro.

PANORAMA EM 2020

Em 2020, até 14 de novembro, foram registrados 971.136 casos de dengue no país. Os estados com as maiores taxas de incidência são o Paraná, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso. Nesse período foram confirmados 528 óbitos por dengue, 76,8% deles no Paraná, São Paulo, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.

Também até o dia 14 de novembro, foram notificados 78.808 casos de chikungunya, sendo 67,4% na Bahia e Espírito Santo. Foram confirmados 25 óbitos por chikungunya nesse período.

Em 2020, até 24 de outubro, foram notificados 7.006 casos de zika. Os estados da Bahia e Rio Grande do Norte concentravam 45,8% dos casos de zika.

A DENGUE

Existem quatro tipos de vírus de dengue – sorotipos 1, 2, 3 e 4. Cada pessoa pode ter os quatro sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele.

As pessoas mais velhas têm maior risco de desenvolver dengue grave e outras complicações que podem levar à morte. O risco de gravidade e morte aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.

SINTOMAS

A febre alta é um dos principais sintomas da dengue. Outros são dores musculares intensas, dor ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

A infecção por dengue também pode não causar sintomas, ser leve ou grave. Neste último caso, pode até levar à morte.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico para a dengue. De acordo com a avaliação do profissional de saúde são recomendadas medidas como fazer repouso, ingerir bastante água e não tomar medicamentos por conta própria. Pode ser recomendada também a hidratação intravenosa com soro. Em caso de suspeita, é fundamental procurar um profissional de saúde para ter o diagnóstico correto.

ZIKA E CHIKUNGUNYA

As duas doenças têm sintomas semelhantes aos da dengue como febre, dor de cabeça, mal-estar, dores pelo corpo e muita dor nas juntas. O tratamento também é feito de acordo com os sintomas.

No caso da chikungunya, algumas pessoas podem desenvolver um quadro pós-agudo e crônico com dores nas juntas que duram meses ou anos.

Veja a campanha

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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