Minha (curta!) trajetória na imprensa escrita cianortense

paulo tertulinoPor esses dias remexendo umas gavetas encontrei minha primeira carteira funcional da Tribuna de Cianorte. Nunca tinha parado para pensar nisto. Todavia fiz as contas. Velho faz 37 anos que milito na imprensa escrita. Isto significa que sou de longe o cara mais antigo na área e em atividade. Digo isto ao ver a notícia de que o notável jornalista Jorge Narozniak morreu neste sábado aos 70 anos de idade.

Sei lá estou com 57 e acho que estou no lucro em comparação com outros coleguinhas cianortenses – o combativo Amandio Mathias e a minha eterna amiga Irma Luciano se foram muito cedo. Meu mai profissional – Reinaldo Soares Júnior, o Jaraguá se foi antes dos 70.
Logo imagino que ganhei o direito de acreditar em uma aventura em 2014. Projeto novo e inovador. Convicto de que acordar a cada novo dia não tem preço. Terminá-lo então com a sensação do dever cumprido aí é que não tem preço mesmo.

Como a história começou – Em 1976 a Tribuna tinha uma coisa chamada Página Estudantil. Na época os grêmios estudantis eram muito ativos. E era este pessoal que colaborava para fazer a página. Produzi um texto sobre as semanais brincadeiras dançantes na Escola Itacelina Bittencourt – o título era, Itacelina escola ou clube? Eis que o texto acabou sendo manchete do jornal naquele domingo e deu muito o que falar na cidade. Quase fui expulso.

Fiquei sete anos na Tribuna. De lá fui trabalhar como assessor de imprensa na Prefeitura. Fiquei pouco tempo já que não concordava com algumas coisas. Saí na boa. Sem briga. Fundei o segundo jornal local – o Jornal da Cidade. Impresso em off-set – uma inovação. Toquei o negócio até 1986. Decidi que era o momento de buscar novas experiências profissionais. Fui trabalhar em Andradina (SP) e de lá o dono de um jornal em Naviraí (MS) me descobriu e fez uma proposta que me pareceu mais atraente e com novos desafios.

Mais atraente ainda foi a feita pelo dono do jornal de Goioerê – Ari Valdo de Souza. Ele estava passando de linotipo para o Off-set. Rumei para lá e fiquei três anos. Até surgir a oportunidade para trabalhar na recém criada Gazeta do Paraná, em Cascavel. Um diário moderno com diversas editorias. Em seis meses de repórter de Cidades fui promovido a Editor. Fiquei por lá dois anos e pouco.

Até que José Rodrigues Gonzales – o Celo, montou a Folha de Cianorte e foi me buscar. Era um novo desafio. Tenho orgulho de lembrar que o projeto gráfico do jornal saiu desta cabecinha aqui. Passamos eu o Celo um dia inteiro em um restaurante da cidade, tomando uma e outra, discutindo como devia ser. Pronto. Um projeto inovador nascia ali. Anos mais tarde o Luiz Antonio Barbosa e um sócio compraram a Folha. Fui convidado a permanecer e dar continuidade ao trabalho iniciado. Mas sabem como é – um profissional sempre está aberto a encarar novos desafios.

De tal fato que depois de novas aventuras estou hoje na Folha Regional de Cianorte. Meio cansado é verdade, mas pronto para seguir avante. A Folha enquanto jornal será, até quando Deus o quiser e o Barbosa também, meu último reduto. Saibam vocês que será neste jornal que vou pendurar as chuteiras, guardando boas lembranças de todo este tempo de escrevinhador e de aventureiro. Tenho orgulho do que faço e amo de paixão a profissão que escolhi.

(Paulo Tertulino, tem 57 anos, faz parte da equipe da Folha de Cianorte, e é o jornalista mais experiente de Cianorte)

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