Maratona de ciência de dados tem como desafio a saúde pública

O desafio de obter novas soluções para o aprimoramento das políticas públicas da saúde no Estado foi lançado e aceito por mais de uma centena de competidores que participam da Maratona de Ciência de Dados – Bluehack Curitiba. A competição foi iniciada neste sábado (02), na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar). Curitiba, 02/12/2017. Foto: Divulgação Celepar

O desafio de obter novas soluções para o aprimoramento das políticas públicas da saúde no Estado foi lançado e aceito por mais de uma centena de competidores que participam da Maratona de Ciência de Dados – Bluehack Curitiba. A competição foi iniciada neste sábado (02), na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
Curitiba, 02/12/2017.
Foto: Divulgação Celepar

O desafio de obter novas soluções para o aprimoramento das políticas públicas da saúde no Estado foi lançado e aceito por mais de uma centena de competidores que participam da Maratona de Ciência de Dados – Bluehack Curitiba. A competição foi iniciada neste sábado (02), na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

As equipes têm até às 12 horas de domingo para apresentar o projeto à comissão julgadora a partir de dados oficiais fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde, abrangendo os anos de 2008 a 2016. Foram disponibilizados cinco tópicos para o desenvolvimento das pesquisas: mortalidade materno-infantil (população de zero a um ano); risco de doenças infectocontagiosas; base de internações; base de consultas de especialidades médicas; e dados de mortalidade (violenta, cardiovasculares e neoplasias).

A expectativa do presidente da Celepar, Jacson Carvalho Leite, é que ao final de dois dias de trabalhos contínuos surjam boas ideias que possam ser incorporadas nas políticas de saúde do Governo do Paraná. “A união entre tecnologia e saúde tem potencial para gerar projetos voltados à melhoria da qualidade de vida da população paranaense”, disse ele.

O secretário da Saúde, Michelle Caputo, foi representado na cerimônia de abertura pelo analista de sistemas Maurício Tedesqui, que falou sobre a importância dos dados na área da saúde para a tomada de ações preventivas por parte do Governo do Estado. Segundo ele, todos os projetos apresentados no evento serão analisados pela secretaria, com expectativa de serem incorporados em futuras ações.

Para o diretor de analitycs da IBM, Paschoal D’Auria, a tecnologia surgiu com os objetivos de organizar dados e ajudar na tomada de decisão, “uma vez que o mundo vive em torno de dados, e os dados inovadores que forem tratados neste Bluehak podem ser impactantes na vida das pessoas”. De acordo com ele, as projeções apontam a ciência de dados entre as principais profissões dos próximos anos.

BLUEHACK – O Bluehack é um grande desafio promovido pela IBM, em parceria com a Celepar e a Secretaria da Saúde. Trata-se de uma maratona tecnológica que está reunindo cientistas de dados, profissionais vinculados à saúde, programadores, desenvolvedores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de soluções tecnológicas.

A Celepar responde pela infraestrutura e a organização local do evento, a Secretaria da Saúde pelos dados oficiais do Estado e a IBM pela estrutura computacional, o método, o conjunto de softwares em nuvem para o tratamento dos dados, além de colocar à disposição a sua rede mundial de divulgação. Nesta edição de Curitiba, o evento conta com o patrocínio da Celepar, Unimed e Positivo Tecnologia/Windows Pro.

ROBÔ LAURA – O Bluehack tem a participação de 50 mentores, profissionais de várias áreas que orientam os participantes na elaboração dos projetos. Entre eles, o analista de sistemas Jacson Fressatto, criador do robô Laura, um conjunto de motores e softwares que trabalham na mineração de bases de dados, para que as informações extraídas sejam compiladas por outros sistemas. Esta tecnologia está à disposição de hospitais em Curitiba.

Além da base oficial da Secretaria da Saúde, Fressatto incorporou nesta maratona dados dos hospitais Pequeno Príncipe e Erasto Gaertner, e da Unimed-Paraná, com o propósito de potencializar as pesquisas voltadas à redução da mortalidade materno-infantil. “Uma centena de cientistas aceitou o convite #borasalvarvidas#”, destacou ele.

Outro mentor é o engenheiro mecânico Maurício Fernandes de Castro que há 25 anos atua na área de tecnologia da informação e comunicação. A expectativa dele é que este evento sediado na Celepar sirva de vitrine para que mais pessoas compreendam a importância da ciência de dados, “competência essencial que vai nortear os próximos anos”, sinalizou Castro.

COMPETIDORES – O professor do Departamento de Estatística da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Walmes Marques Zeviani é um dos competidores do Bluehack. Para ele, esta é uma oportunidade de conhecer esta iniciativa que ocorre em ambiente interativo e multidisciplinar, além poder interagir com dados públicos e informações relevantes.

Segundo Zeviani, o dado por si só não é informação até que a estatística o transforme e o canalize para uma ação. A expectativa do professor é que o grupo crie um bom modelo de negócio na área da saúde.

A metre em informática Ana Carolina Moisés de Souza destacou o interesse da sua equipe na construção de um modelo de negócio, ainda em definição, com viabilidade comercial, tomando como base os conhecimentos multidisciplinares da equipe, composta por profissionais de tecnologia da informação, da área médica e de administração de empresas.

COMISSÃO JULGADORA – A comissão julgadora será compota por nove membros, com a participação da Celepar, Secretaria da Saúde, IBM e da sociedade civil. A análise levará em conta cinco aspectos: inovação, aplicabilidade, modelos de negócios, qualidade técnica da solução e impacto social. O projeto vencedor será conhecido amanhã às 17 horas, no término do Bluehack. (Texto e Foto: AEN-PR)

Compartilhe: