Leucemia: como diagnosticar e tratar a doença

O câncer que atinge cerca de 10 mil brasileiros por ano acomete mais os homens e tem mais casos crônicos a partir dos 50 anos

O mês de fevereiro sublinha em laranja as campanhas de combate à leucemia, o oitavo tipo de câncer mais fatal no Brasil. Em pessoas com até 20 anos de idade, a cura acontece em até 80% dos casos, mas conforme a idade avança, essa taxa cai significativamente, chegando a 20%. Na sua forma crônica, que atinge principalmente aqueles com 50 anos ou mais, a doença costuma ter sintomas discretos, que dificultam o diagnóstico precoce e, portanto, aumentam o risco de morte.

De acordo com o Dr. Bruno Francisco Spinelli, especialista em hematologia e hemoterapia do Centro de Oncologia do Paraná, as leucemias costumam ser doenças adquiridas, sem traço hereditário, e com poucas evidências de riscos ambientais. “Existe um risco descrito para pessoas que se expõem sem proteção a irradiação ou substâncias químicas em doses tóxicas, mas essas situações são a minoria dos casos”, explica.

Sem um protocolo de prevenção comprovado, ficar atento aos sinais e sintomas da doença é o mais importante para diagnosticar o câncer em fase inicial. “Realizar exames de rotina com seu médico de confiança é importante para que alterações no hemograma sejam identificadas e, então, o paciente seja encaminhado ao hematologista”, destaca o médico.

SINTOMAS

As leucemias se apresentam em duas formas diferentes: aguda ou crônica. A aguda costuma ser uma emergência médica, quando o paciente apresenta sintomas como cansaço extremo, palidez, manchas roxas pelo corpo, emagrecimento e febre. É, portanto, mais facilmente detectada. Já na leucemia crônica os sintomas são discretos, como o aumento de gânglios ou do baço, mas muitas vezes os pacientes não apresentam os sinais e acabam por descobrir a doenças ao fazer o hemograma de rotina. O tipo crônico é mais frequente em pacientes acima dos 50 anos.

TRATAMENTOS

Dr. Spinelli explica que para as leucemias crônicas é importante dividir entre leucemia mieloide crônica e leucemia linfóide crônica. No primeiro caso o tratamento é feito com a chamada terapia alvo, medicamento oral de uso contínuo com excelentes resultados; no segundo caso o tratamento costuma ser feito com imunoquimioterapia ou terapia alvo, mas para os pacientes que estão sem sintomas é possível fazer apenas observação. Nas leucemias crônicas o transplante raramente é indicado.

A leucemia aguda requer um tratamento mais intensivo, realizado com quimioterapia em altas doses de regime hospitalar. O transplante de medula óssea é um recurso terapêutico importante, que pode ser feito em sequência à quimioterapia quando o resultado inicial do tratamento não atinge os objetivos esperados ou quando a doença retorna.

SOBRE O CENTRO DE ONCOLOGIA DO PARANÁ

Desde 1991, o Centro de Oncologia do Paraná se dedica ao tratamento do câncer, priorizando um atendimento exclusivo, sempre atualizado e com ênfase no relacionamento médico-paciente. Conta com um corpo clínico qualificado, com profissionais especializados na área de cancerologia, incluindo cirurgia oncológica, vídeo-cirurgia, oncologia clínica, mastologia, oncologia pediátrica, e oncologia ginecológica. Possui uma equipe multidisciplinar com especialistas em dermatologia, ginecologia, mastologia, urologia, hematologia, farmacêuticos, nutricionistas e psicóloga.

Fonte: Grasiani Jacomini – GJ Comunica

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