Iódice é arrematada pelo grupo Morena Rosa

Movimentação na moda nacional: fundada em 1987 por Valdemar Iódice, a grife que leva o nome do estilista acaba de ser vendida ao grupo Morena Rosa. A Iódice será a marca mais premium da holding paranaense, que abrange em seu guarda-chuva as labels Maria.Valentina, Zinco e Lebôh, além da Morena Rosa em si.

As primeiras conversas entre holding e grife começaram em 2010 – desde então, fusões, aquisições e licenciamentos foram discutidas ao longo dos anos. “A Iódice é uma marca muito querida ao imaginário nacional e a intenção é manter a identidade forte da grife. Temos admiração e respeito pela história da marca e não queremos transformá-la em outra – apenas injetar um olhar mais fresco e jovem”, conta Eduardo Franzato, novo diretor da Iódice dentro do grupo (até então, ele comandava a Lebôh).

Enquanto a coleção de inverno 2019, desenhada pela antiga equipe da grife, já está sendo produzida e entregue pelo grupo, o verão 2019/20, a ser lançado em junho, será a primeira integralmente desenvolvida pós-aquisição. Uma nova equipe de estilo foi formada em Cianorte, onde está localizada a sede do grupo Morena Rosa. “Também temos condição de fazer uma campanha com comunicação muito mais agressiva em termos de volume”, completa Eduardo. Valdemar e a família Iódice, antigos donos da marca, não terão mais vínculo profissional com a grife. “A Iódice teve uma trajetória brilhante desde sua fundação e o Grupo Morena Rosa é o parceiro certo para dar continuidade ao DNA de sucesso da marca. Meu sentimento é de missão cumprida com a moda Brasileira”, diz Valdemar à Vogue.

Com mais de 30 anos de história, a Iódice é reconhecida pela qualidade e sua história tradicional na moda. Para o Grupo Morena Rosa, a compra é uma oportunidade de agregar um perfil complementar para as marcas atuais do grupo. “A Iódice tem força nas grandes capitais, enquanto o Grupo Morena Rosa está presente em mais de 1600 cidades brasileiras. Complementares, abriremos mercado para todas as marcas, potencializando cada uma, seja através de multimarcas, lojas próprias, franquias ou e-commerce”, ressalta Eduardo Franzato, novo diretor da Iódice. A partir da aquisição, o Grupo Morena Rosa estima criar, em um primeiro momento, 150 novas oportunidades de trabalho na cidade-sede da empresa, Cianorte, já que as peças da Iódice passarão a ser produzidas pelo grupo. “Temos um polo industrial, uma estrutura física que comporta a nova marca, desde o desenvolvimento até a entrega do produto Iódice”, explica Lucas Franzato, CEO do Grupo Morena Rosa.

Para 2019, o plano é “organizar a casa” – já em 2020, uma primeira loja com novo conceito deve ser inaugurada. “Em dois anos, a ideia é começar um processo de expansão”, conta Lucas Franzato, CEO da holding Morena Rosa. A Iódice hoje está à venda em menos de 200 multimarcas – e Lucas calcula que este número tem potencial para quadruplicar ao longo dos anos.

A aquisição é uma maneira de agregar um perfil complementar ao grupo, tanto em termos de produto quanto de mercado. “A Iódice tem ótima penetração nas capitais: 60% dos pontos de venda da grife estão nessas cidades. No grupo Morena Rosa como um todo, esse número representa apenas 14%”, explica Lucas. A holding é hoje uma das maiores da moda nacional: somadas, as grifes podem ser encontradas em 6.000 multimarcas e 1.600 cidades brasileiras.

Fonte: Vogue e Amanhã

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