Guibon Foods anuncia investimento de R$ 200 milhões para dobrar capacidade de abate até 2021

Atualmente, a Guibon atua em todos os estados brasileiros e tem habilitação para exportar para mais de 70 países

Um projeto ousado. Assim pode ser definido a ação da Guibon Foods/Avenorte que pretende investir R$ 200 milhões para a construção de um novo frigorífico que permitirá a empresa dobrar sua capacidade de abate até 2021, que atualmente é de 215 mil aves por dia.

De acordo com o diretor financeiro Rodrigo Guimarães, o projeto de ampliação nasceu há uns quatro anos, mas ficou travado por causa das crises dos últimos anos. “Em novembro de 2017, resolvemos desengavetar a ideia. Na semana passada, conseguimos um empréstimo de R$ 100 milhões com BNDES. O restante será bancado com capital próprio e com outras parcerias, recursos que também já estão disponíveis”, conta.

Atualmente, a Guibon emprega 2.614 funcionários de Cianorte e de outras 16 cidades. Com a nova estrutura, que deve entrar em operação em 2021, a empresa vai dobrar o número de trabalhadores. No campo também não será diferente. “Em todas as nossas ampliações, foram os avicultores que nos empurraram. Temos filas de integradores querendo expandir. Com a nova estrutura, poderemos aumentar o alojamento, sem a necessidade de novas integrações, apenas com a construção de novos aviários e a diminuição no intervalo entre os lotes”, explica Rodrigo. Ao todo, 600 granjas atendem a Guibon. Valde destacar ainda que Cianorte tenha o 6º maior platel avícola do Brasil e o maior do Paraná com 10,4 milhões de aves.

O impacto financeiro na região será direto. Segundo o diretor industrial Hugo Leonardo Bongiorno, a empresa injeta mais de R$ 10 milhões na economia local todos os meses. “Apenas com o que pagamos para produtores e funcionários. Isso sem contar os pagamentos indiretos”, revela. A Avenorte Avícola é responsável por 14% do recolhimento de IMCS de Cianorte, a segunda empresa neste ranking contribui com 2,4%.

À MARGEM DA CRISE

Embora não tenha saído ilesa, a Avenorte Avícola sofreu muito menos que outras empresas ao longo das últimas crises, conforme relata o diretor financeiro Rodrigo Guimarães. O frigorífico, que completa 20 anos em 2018, continua exportando para União Europeia, não está praticando o abate Halal e tem um bom estoque de grãos. “Não nunca deixamos de investir e nem de pagar as contas. Isso gera credibilidade no mercado. Nosso modelo de gestão também é diferente. Nós não temos um presidente, mas uma presidência ocupada por quatro diretores. Nossas decisões são conjuntas. Somos uma empresa enxuta, evitamos excessos e desperdícios”, diz.

O diretor industrial Hugo Leonardo Bongiorno revela que uma das vantagens da empresa é a logística. “Nossos frangos estão em um raio 23 km, o menor do país”. Atualmente, a Guibon atua em todos os estados brasileiros e tem habilitação para exportar para mais de 70 países. “No mês passado, 50% da produção foi para as regiões Sul e Sudeste, 25% exportado e o restante para outras regiões do Brasil”, conta Rodrigo Guimarães. (Com informações de Gabriel Azevedo – Expedição Avicultura 2018 da Gazeta do Povo)

Fonte: Assessoria de Comunicação da Guibon Foods/Avenorte – Fotos: Daniel Caron – Expedição Avicultura 2018

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