Governo estuda adoção de modelo híbrido permanente de trabalho para servidores

Adotado pelo Governo do Estado durante a pandemia da Covid-19, o teletrabalho trouxe resultados expressivos em economia e produtividade. Ferramentas online como o eProtocolo e o Sistema de Gestão de Materiais e Serviços (GMS) deram agilidade ao trabalho dos servidores e permitiram a realização de tarefas de forma remota e segura.

O prazo médio para o término de um processo licitatório, por exemplo, caiu quase 50% com a introdução da tecnologia digital. Também houve redução significativa de custos. Só com deslocamento, o governo economizou R$ 47,3 milhões, entre manutenção e abastecimento de veículos e viagens oficiais.

Com os resultados e a experiência obtida, o governo estadual iniciou estudos para avaliar a viabilidade da adoção do teletrabalho no pós-pandemia. O projeto está sendo desenvolvido em conjunto pela Casa Civil e a Secretaria da Administração e da Previdência.

“Adotamosoteletrabalhonumaemergênciaeparafuncionartivemosqueacelerarprojetoseadaptaraformadegestãoparapermitiraexecuçãoeficientedotrabalhodeformaremota.Osresultadosmostraramqueestaéumaalternativaviável,quepodeserumaopçãoemalgumasatividadesdogoverno”,explicaochefedaCasaCivil,GutoSilva.

A opção mais viável, adianta Silva, deve ser por um modelo híbrido, que mescle o ambiente remoto e o físico, considerando atividades que não necessitem da presença permanente do servidor no local.

Equipes da Seap e da Casa Civil analisam as melhores possibilidades e como os servidores que estiveram e ainda estão trabalhando de casa lidam com esse modelo. Dos cerca de 140 mil servidores ativos, 75% chegaram a exercer suas funções em teletrabalho. Atualmente, 5.097 pessoas continuam atuando de forma virtual.

“Isso é o que está sendo discutido no momento, como fazer essa transição, a adaptação dos servidores e as mudanças necessárias para a implantação de um modelo híbrido no Estado”, informa o secretário da Administração e da Previdência, Marcel Micheletto.

EXPERIÊNCIAS

Na terça-feira (22), numa teleconferência com Silva, Micheletto e equipes das duas áreas do governo, gestores de RH de grandes empresas que optaram pelo regime híbrido de teletrabalho de forma permanente contaram suas experiências.

Todos destacaram o potencial oferecido pelo trabalho remoto para aumentar a produtividade, reduzir custos da organização e beneficiar os funcionários, que deixam de perder tempo com locomoção e podem desfrutar de um período maior com a família.

Para que dê certo, no entanto, alertaram para a necessidade de manter a comunicação e o relacionamento entre as pessoas nesse novo ambiente. E também de adaptar a forma de gestão, que deve ser baseada na confiança. Assim, o rígido controle de horário perde força e ganha destaque o monitoramento da eficiência, o resultado final do trabalho, por exemplo.

“Éumamudançanãoapenasdegestão,mascultural”,defineGutoSilva.“Éprecisomanteracomunicaçãoentreasequipes,porquedelasresultamideias,inovações;fortaleceracomunicaçãointernanoprocessodetransição;colocaraspessoasemprimeirolugar,garantindoqueomodelosejabomparatodos,eterasegurançatecnológicanecessáriaparaaexecuçãodotrabalho”.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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