Governo capacita profissionais de saúde para atuar contra sífilis


Como parte de um plano de respostas rápidas aos índices atuais de sífilis, o governo federal está treinando 50 profissionais de saúde para atuar em 100 municípios no combate à doença. Além da medida, também foi criada uma rede de atenção que prevê ações de comunicação, qualificação de informações estratégicas, fortalecimento de parcerias e ampliação dos comitês de investigação da transmissão vertical de HIV/sífilis e hepatites virais.

De acordo com o Ministério da Saúde, o reforço dos profissionais nas regiões que concentram 65% dos casos está acontecendo gradualmente. O “Projeto de Resposta Rápida à Sífilis nas Redes de Atenção” faz parte de parceria entre a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A ação integra a Agenda de Resposta à Sífilis no Brasil, lançada no final de 2016.

Doença que tem cura, a sífilis é tratada com o uso de penicilina. A assistência aos portadores da doença é gratuita, assegurado no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2017, o Ministério da Saúde fornece o medicamento na lista essencial de medicamentos (Rename) e é responsável pela compra e distribuição para os estados.

CRESCIMENTO

Dados do Boletim Epidemiológico da Sífilis 2018 apontam aumento na taxa de detecção da sífilis adquirida, que passou de 44,1 por 100 mil habitantes em 2016, para 58,1 em 2017. Em gestantes, o registro cresceu de 10,8 por cada mil bebês nascidos em 2016, para 17,2 casos a cada mil em 2017.

Já a sífilis congênita passou de 21.183 casos para 24.666 em 2017. O número de óbitos pela doença foi de 206 em 2017, contra 195 em 2016.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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