Golpes que usam a vacinação contra a covid-19 se espalham pelo país

Criminosos estão se passando por membros do Ministério Público, do Ministério da Saúde ou por outros funcionários públicos para aplicar o golpe do covid através do agendamento da vacina contra o coronavírus pelo WhatsApp. Na tentativa de clonar contas no aplicativo, os golpistas pedem dados pessoais, o envio por SMS de um código ou induzem a vítima a clicar em links. O objetivo é ativar a conta da vítima no aplicativo de mensagens em outro celular para clonar o aparelho e conseguir informações pessoais.

Em Brasília, criminosos se passaram por membros do Ministério Público do Distrito Federal e enviaram mensagens oferecendo o agendamento da vacinação, serviço que não é oferecido pelo MP. Em nota, o órgão informou que “esse tipo de mensagem caracteriza golpe e a população deve ficar atenta e só confiar em ações devidamente divulgadas nos canais oficiais das instituições públicas que atuam no enfrentamento à pandemia”. As denúncias na capital podem ser feitas pela ouvidoria do MPDF ou pelo número 0800 644 9500 e também no espaço para denúncias do site do governo do Distrito Federal ou pelo telefone 162.

Em Ribeirão Preto (SP), denúncias do mesmo tipo de crime foram registradas com pessoas que alegavam ser funcionários da saúde, mesmo a prefeitura da cidade e o estado não realizando dessa forma o agendamento para a vacinação contra a Covid-19. A ação deve ser feita sempre por meio de um site lançado pelo governo estadual ou pelo portal municipal de Ribeirão Preto. O mesmo tipo de golpe ocorreu em São José dos Campos, outra cidade no interior de São Paulo.

Em Aracaju, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um alerta na última segunda-feira, 8, pedindo para que a população não acesse links ou repasse dados pessoais ao receber esse tipo de mensagem.

Segundo as autoridades, em caso de clonagem ou tentativa de clonagem de contas de WhatsApp com o uso do golpe do agendamento da vacina , a vítima deve registrar um boletim de ocorrência em delegacias da Polícia Civil — para isso, é indicado produzir prints das mensagens recebidas. Ao perceber que caiu no golpe, a vítima pode acionar o suporte do aplicativo para pedir o bloqueio da conta.

“Muitos criminosos migraram para internet e trocaram a arma de fogo pelo computador, em época de pandemia é necessário cautela total”, afirma Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP. O órgão de defesa do consumidor também recebe denúncias desse tipo de golpe por meio de suas redes sociais.

Fonte: Veja

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