Festa clandestina com a presença de médica e socorrista é encerrada, em Campo Mourão

Uma festa clandestina, que contava com a presença de uma médica e de uma socorrista, foi encerrada por fiscais da prefeitura de Campo Mourão, na região-centro oeste do Paraná, na noite do último sábado (29). As profissionais de saúde foram multadas.

Até domingo (30), Campo Mourão passava por medidas mais restritivas, com a implantação de um “lockdown”, segundo a prefeitura. Sendo assim, qualquer tipo de evento estava suspenso.

O município informou que a médica flagrada na festa foi autuada outras duas vezes por participar de aglomerações. A profissional atende na Santa Casa de Campo Mourão.

Por meio de nota, o hospital repudiou o caso e disse que a conduta das profissionais está em desacordo com o que a instituição orienta.

Segundo a prefeitura, 80 autuações foram aplicadas em pessoas físicas e estabelecimentos, desde quinta-feira (27), quando o decreto mais restritivo passou a valer.

Campo Mourão tem 9.799 casos confirmados e 197 mortes provocadas pela doença, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. Em todo o Paraná são 1.086.288 diagnósticos e 26.250 óbitos.

AFASTADA

O Hospital Santa Casa decidiu afastar, pelo prazo de 10 dias, a médica flagrada em uma festa no fim de semana, em pleno período de lockdown decretado pela prefeitura de Campo Mourão. Uma técnica de enfermagem também estava na festa.

A direção do hospital comunicou ainda que vai instaurar um processo administrativo para apurar o caso. Após a repercussão negativa do episódio, a diretoria da Santa Casa já havia se manifestado no fim de semana, por meio de nota, repudiando a atitude das profissionais de saúde que prestam serviço na instituição.

“Repudiamos veemente a conduta das profissionais, a qual está em desacordo com o que orientamos, desejamos e propagamos diante da realidade crítica que passamos, da qual a sociedade tem conhecimento até por exaustão, explicita nas redes sociais e nos veículos de comunicação”, disse um trecho da nota.

O afastamento, segundo a diretoria, acontece por questões epidemiológicas. Comissões internas da instituição vão se reunir durante a semana para avaliar o caso.

Fonte: G1 Norte Noroeste

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