Federação Paranaense de Basketball completa 70 anos com foco na inovação

A Federação Paranaense de Basketball (FPRB) completou 70 anos em janeiro e vive um momento de inovação com o objetivo de manter o Estado entre os principais do Brasil. Atualmente, a FPRB tem aproximadamente 1.500 atletas envolvidos nas competições e ações da instituição, 24 clubes e associações federados e 63 técnicos filiados.

A entidade é tema da série especial de reportagens que, a cada semana, apresenta a trajetória de uma federação esportiva do Paraná. Elaborada pela equipe da Superintendência Geral do Esporte, a série trata de projetos, números e parcerias das entidades com o Governo do Estado.

Criada em janeiro 1951, a FPRB tem como missão promover o basquetebol do Paraná, com excelência e em parceria com os seus filiados e apoiadores. Contribui para a formação de atletas, árbitros e técnicos, de maneira e competitiva e com destaque no âmbito nacional.

“Fazemos basquete para as equipes, para os técnicos, para os jogadores. Nosso objetivo é fazer com que a criança vá para a quadra e se desenvolva cada vez mais”, afirma o presidente da FPRB, Marival Antonio Mazzio Junior. “Buscamos fazer uma federação democrática, ouvir a todos e dar voz as pessoas”.

Desde o início do programa Geração Olímpica, realizado pelo Governo do Paraná, com o patrocínio da Copel, 639 bolsas foram distribuídas para atletas e técnicos do basquetebol. Para Marival, as bolsas dão incentivo aos atletas de base e suporte para os atletas de alto rendimento. Na FPRB, os clubes e as associações montam um ranking para cada categoria e os principais colocados são contemplados com a bolsa. Ele explica que desta forma fica uma decisão justa e democrática por estarem vivendo um período paralisado para o esporte mundial.

NÚMEROS

Assim como a maioria das instituições, o trabalho dentro de quadras teve que ser remanejado para o online por causa da pandemia. Em 2020, conseguiu realizar apenas uma competição na categoria adulta, seguindo todos os protocolos sanitários para prevenção da Covid-19. Em 2019, foram disputadas 864 partidas de basquete oficiais, além de mais de 900 jogos extra-oficiais chancelados pela FPRB ou com serviços prestados pelo quadro de árbitro.

Segundo Marival, este quadro é um dos melhores do País e o Paraná é o segundo estado maior exportador de árbitros para o nível nacional, atuando na Liga Nacional de Basquete (NBB), Liga de Basquete Feminino (LBF), Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB) e na Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

Entre as competições realizadas pela federação, estão campeonatos estaduais categorias de base e categorias adultas, Taça Paraná de Basquete de Base, Taça Paraná de Basquete Adulto, Campeonatos Sul Brasileiros de Base e Campeonatos Sul Brasileiros Adulto. Valorizando o trabalho realizado nas categorias de base, os jogos começam com as categorias sub-12 até sub-19- feminino e masculino.

“Os campeonatos da federação são os mais fortes. Desde 2014, realizamos para as categorias sub-15 e sub-18 turno e returno. Uma competição de circuito, que ocorre só em um final de semana, é emocionante, mas uma competição longa oferece um intercâmbio maior entre os atletas e as equipes. Nossas competições vão de março a novembro”, enfatiza Marival.

Somando aos trabalhos realizados dentro de quadra, Marival ressalta que a nova diretoria é composta por pessoas técnicas, ou seja, profissionais do basquete, como treinadores. Assim, afirma ele, é possível compreender a atual situação do basquetebol paranaense.

Por isso, a FPRB está focada em trabalhar a base da modalidade para dar continuidade ao esporte e uma categoria adulta bem estruturada. Um exemplo da competitividade paranaense está no time Pato Basquete que disputa a Liga Nacional de Basquete (NBB), a ADM/Maringá, Coritiba Monsters Basketball e Curitiba Basquetebol/CMP, que disputam a Liga de Desenvolvimento de Basquete (LDB).

BASE FORTE

Desde 2010 acontece o Programa de Desenvolvimento de Atletas – Seleções Paranaenses de Base. O presidente da FPRB explica que o objetivo é lapidar jovens atletas e multiplicar os conhecimentos da modalidade. A entidade promove encontros a partir do sub-12 com convites para técnicos e atletas de todo o Estado. E assim montam as seleções de cada categoria e ajudam na formação destes atletas.

Uma das atletas que surgiu da base é Julia Barboza, atualmente do São José Basketball. Com oito anos, ela e a irmã gêmea Vânia conheceram o basquete por meio de uma oficina da lendária Hortência Marcaria – uma das principais atletas da história do basquete brasileiro. Desde então, as irmãs participam de competições da federação e seguem na categoria adulta.

Para Julia, a Federação é responsável por organizar a modalidade. “Acredito que como em qualquer área da vida, não só no esporte, quando tenho um objetivo a ser alcançado, a base de tudo isso é organização. Eu vejo a Federação como responsável por essa organização por ter compromisso com seus atletas e todos envolvidos” afirma.

Além disto, Julia destaca o papel da instituição para o basquete feminino. A atleta revela que a FPRB dá visibilidade para a categoria feminina e oportunidade para desenvolvimento delas por meio das competições, das seleções e da divulgação destas atletas.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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