Estado discute propostas para segurança alimentar

Cerca de 300 pessoas estão reunidas desde esta segunda-feira (05) em Curitiba na V Conferência Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional. O evento, com o tema Comida no Campo e na Cidade: o que Temos e o que Queremos?, tem como proposta ampliar e fortalecer os compromissos para a promoção da soberania alimentar e do direito humano à alimentação adequada.

O encontro encerra nesta terça-feira (06) com apresentação de propostas que nortearão os planos municipal e estadual.

“As conferências são espaços de formação, de aprofundamento de conceitos, de avaliação da implementação da política de segurança alimentar e nutricional, bem como de elaboração de propostas para pautar as políticas públicas”, disse a diretora do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Márcia Stolarski. Das discussões participam o poder público e a sociedade civil.

Na abertura do encontro, o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara, destacou as ações que o Estado tem implantado com vistas à garantia de alimentação adequada tanto em relação à produção quanto no preparo e destinação de resíduos. “O nosso propósito é a redução da insegurança alimentar”, afirmou. Para ele, é importante que haja recursos orçamentários definidos para esse fim. “Mas a superação da fome não passa só por isso, ela passa pela articulação, pela construção de soluções locais de entrosamento e de parceria”, disse.

AGRICULTURA FAMILIAR

Ele lembrou que o Paraná tem como característica pequenas e médias propriedades, sobressaindo-se a agricultura familiar. “Há busca de conhecimento e inovação o tempo todo, e o uso de forma parcimoniosa de todos os instrumentos para se fazer uma agricultura sustentável, da forma correta”, disse. “As políticas públicas foram construídas com esforço ao longo do tempo, elas são mantidas e aperfeiçoadas pouco a pouco.”

O secretário destacou o valor da produção agroindustrial caseira, dos restaurantes populares, cozinhas comunitárias, sacolões e feiras. “Tudo concorre para o tema desta conferência: como eu construo um movimento importante de superação da fome, da miséria”, afirmou.

REFERÊNCIA

A conferência em Curitiba foi precedida de etapas em 383 municípios e encontros em 14 macrorregiões, com participação de mais de 20 mil pessoas. Das discussões resultarão um conjunto de ações e diretrizes para aperfeiçoar políticas públicas de acesso a alimentos de qualidade, melhoria do abastecimento, sustentabilidade, futuro da agricultura familiar, redução de desperdício, entre outros. Eles vão compor o plano para o quadriênio 2020-2023.

A realização das conferências é um componente obrigatório na estruturação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Ele foi instituído em 2006 pela Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional com o objetivo de assegurar o direito humano à alimentação adequada.

Até o final do ano passado, 122 municípios paranaenses tinham aderido ao Sisan, respondendo por 35,88% do número total no Brasil. “Nós somos exemplo não só na quantidade de conferências, mas também na quantidade de conselhos municipais organizados e adesão ao Sistema”, disse a presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional, Roseli Pittner.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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