Escolas promovem ações e eventos voltados ao ensino para surdos

Data importante para conscientização sobre os direitos e a luta pela inclusão de pessoas com deficiência auditiva, o Dia Nacional do Surdo foi instituído 26 de setembro em todo o Brasil. Muitas escolas da rede estadual de ensino do Paraná desenvolveram ações para marcar o mês, bastante significativo para o público surdo.

Em Guarapuava, no Oeste do Estado, o CAS – Centro de Apoio ao Surdo e aos Profissionais de Educação de Surdos do Paraná, em parceria com a Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro/Campus Irati), organizou uma mostra de arte, com o tema ‘cultura surda’, como explica Jiane Ribeiro Cwick, coordenadora do CAS Regional Oeste Guarapuava. “Aconteceu na semana de 22 a 24 de setembro, por ser um mês representativo para o povo surdo brasileiro. Foram dois momentos, um deles em específico para os surdos, dando a oportunidade de mostrarem as habilidades artísticas através de algumas composições como desenhos, esculturas, poesias e contação de histórias”.

A coordenadora explica que o evento foi gratuito, voltado aos profissionais da educação de surdos e também aberto à comunidade como um todo. “O outro momento envolveu três palestras sobre o tema, pois o objetivo desse evento foi dar visibilidade ao surdo, mostrando um pouco das habilidades que eles têm e para que a sociedade conheça um pouco mais sobre a cultura surda”, completa.

Em Curitiba, a ação do CAS envolveu transmissões pela internet que foram chamadas de ‘Lives Surdas’. Os eventos aconteceram em 21 e 25 de setembro, envolvendo convidados para tratar de temas como a experiência surda no cinema e na educação, a luta por escolas bilíngues de surdos, entre outros. Um dos diferenciais foi a tradução simultânea do conteúdo para a língua portuguesa, o que permitiu a participação de toda a comunidade. “Os estudantes surdos têm facilidade no uso das tecnologias, o que contribui com o formato apresentado neste período de pandemia em que as aulas acontecem de forma remota”, explica Jiane.

Outra ação de destaque foi em Foz do Iguaçu, por parte do professor Roberto Mazacotte, do Colégio Estadual Cataratas do Iguaçu. Como intérprete de Libras (Linguagem Brasileira de Sinais), ele dá suporte a estudantes com deficiência auditiva. “Meu trabalho é basicamente fazer com que o conteúdo, a informação, chegue ao estudante surdo e que ele consiga participar e se expressar. Por ser uma tarefa bem complicada nesse período remoto, eu costumo verificar no Classroom quais atividades foram postadas, aviso o estudante que estou à disposição e entro em contato com a família”, explica Roberto.

Ele reforça que, por vezes, grava as orientações em vídeo para auxiliar um estudante que recebe auxílio. “A dificuldade é a participação e a expressão dele, porque além das dificuldades com o português e outras matérias, ele também tem um implante coclear, então ele está numa fase de construção de identidade”, completa. “A princípio ele tem participado de todas as atividades, está ativo, mas a relação entre os alunos e professores está muito restrita e isso dificulta neste caso durante esse momento de pandemia”.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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