Empreendedor de Campo Mourão demonstra como acontece a inovação dentro de um ecossistema

Após trabalhar por 17 anos em uma empresa de bicicletas e acessórios, Renato Marinho Ferreira, de Campo Mourão, tornou-se empreendedor. Com a esposa, abriu um restaurante de comida caseira e pouco tempo depois, investiu em um negócio de sorvete tailandês, preparado sobre uma base de metal gelada. Há um ano, ele se conectou com o ecossistema local de inovação e tecnologia para aprimorar o produto e agora inicia um caminho rumo ao crescimento.

“Vi no sorvete tailandês a oportunidade de oferecer um produto com ingredientes naturais. Hoje meu sorvete tem ingredientes saudáveis, cuja base é de leite sem lactose, amido de milho e adoçante natural, além da fruta que o cliente escolher”, comenta.

Para chegar a essa fórmula, Ferreira contratou testes em um laboratório particular e também procurou a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), onde contou com a serviço da empresa júnior Cyclus, da graduação em Engenharia de Alimentos.

“Tinha vontade, mas não tinha conhecimento técnico. Levei a receita na universidade para fazer ajustes, análise da composição química, tabela nutricional, por um valor acessível”, conta.

Depois de testes também junto a consumidores, o objetivo é expandir. Ferreira, que comercializa o sorvete em festas e eventos, quer disponibilizar o produto em estabelecimentos da região, mantendo as características artesanais e mirando um mercado de nicho. Para isso, ele começou, nesta última segunda-feira (26), a participação no programa Voa MEI, realizado pelo Sebrae/PR em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Campo Mourão, via Casa do Empreendedor, e Calvary Impact Hub.

Segundo o consultor do Sebrae/PR, Michael Douglas Camilo, a história de Ferreira demonstra que a aproximação com sistemas locais de apoio a empresas gera transferência de tecnologia e desenvolvimento. “O empreendedor entendeu a conexão com o ecossistema de inovação, o valor do compartilhamento de ideias e aproveitou isso para melhorar seu produto”, avalia.

“Agora o potencial do negócio será explorado no Voa MEI, onde oferecemos metodologia em gestão financeira, marketing, vendas, processos e mentorias com empresários do município”, acrescenta.

Rede de apoio

Entre as instituições onde Ferreira buscou apoio está a Casa do Empreendedor, que oferece consultorias em parceria com as empresas juniores das universidades. “A aproximação permite que os empreendedores tenham acesso a serviços e pesquisas especializados da comunidade científica e acadêmica, gerando aperfeiçoamento de produtos e a conquista novos mercados”, diz o diretor geral da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Eduardo Akira Azuma.

Na UTFPR, de acordo com o diretor de relações empresariais da instituição, Rafael Pequito Lima, além das empresas juniores há o Núcleo de Inovações Tecnológicas e cursos como mestrados profissionais. “A universidade configura-se como ferramenta para auxiliar empresários a encontrar soluções, como para o desenvolvimento de novos produtos e aprimoramento de processos”, frisa.

Fonte: Agência Sebrae-PR / Foto: Divulgação.

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