Em Maringá, voluntários produzem equipamentos de proteção para ajudar na prevenção ao Coronavírus

Projeto Supera Maringá 3D organiza inciativas para atender às necessidades de profissionais de saúde

A pandemia de Coronavírus fez a demanda por máscaras e outros itens de proteção crescer no mundo, ameaçando a segurança de profissionais que estão na linha de frente contra a Covid-19 nos hospitais. Com a ajuda de voluntários, soluções começam a surgir. Em Maringá, profissionais de saúde e de tecnologia se uniram para produzir protetores de rosto para médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, com o uso de impressoras 3D.

Um dos grupos é formado por profissionais que têm impressoras 3D e se uniram para fabricar face shields, máscaras que funcionam como um escudo para o rosto, protegendo a região dos olhos e complementando o uso das máscaras comuns, do tipo N95. A produção, que é padronizada conforme normas de saúde, já entregou mais de 300 unidades para hospitais e unidades de saúde de Maringá e região.

“Muitos colegas de hospitais começaram a comentar sobre a demanda por materiais. Conversei com amigos sobre produzir equipamentos de proteção e o projeto cresceu. Engenheiros, startups e profissionais de outras áreas estão entre as mais de 30 pessoas envolvidas. Estou feliz por podermos doar nosso trabalho”, conta o cirurgião dentista Adriano Perini, que disponibilizou um espaço em sua clínica para a produção. O próximo passo é utilizar corte a laser no processo, elevando a capacidade de entrega.

Atualmente, o grupo faz parte do projeto Supera Maringá 3D, uma inciativa do Sebrae/PR, Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (CMCTI), Centro de Inovação de Maringá (CIM) e Prefeitura de Maringá, que surgiu para organizar os voluntários frente às demandas dos hospitais e unidades de saúde.

Outro time de 10 voluntários que passou a integrar o Supera Maringá 3D se propõe a ajudar a resolver problemas nos hospitais e está desenhando novos produtos. Para isso, o empresário Marco Diniz, da Tinbot Robótica, juntou profissionais da área da robótica e abriu espaço para profissionais de saúde sugerirem ideias.

“O primeiro propósito é deixar à disposição dos hospitais profissionais que possam solucionar problemas, como o conserto de máquinas. Com autorização dos responsáveis pelos hospitais, é possível, por exemplo, criar peças em 3D para substituição”, explica Diniz.

Sobre novos produtos, o empresário conta que estão em estudo, para posterior prototipagem e validação, suportes para agilizar a troca de luvas e máscaras e ganchos para evitar o contato com maçanetas.

Contribuindo com o trabalho das diversas iniciativas, o site www.makersmga.online recebe as demandas de médicos, enfermeiros e outros e faz o cadastro de voluntários, que podem ser profissionais com conhecimento técnico em áreas como tecnologia e saúde ou pessoas que possuem impressoras 3D.

SUPERA MARINGÁ 3D

Além de contribuir para o enfrentamento de um vírus que desafia o trabalho de profissionais de saúde e de pesquisadores, o Supera Maringá 3D tem como objetivo fortalecer a cultura da inovação por meio de novas tecnologias.

“Estamos diante de um desafio mundial e, com esse trabalho, queremos dar visibilidade para tecnologias que muitas vezes passam despercebidas, mas que permitem dar escala para negócios que podem surgir de necessidades”, explica o consultor do Sebrae/PR, Marcos Aurélio Gonçalves.

Segundo o consultor, são quatro células de voluntários organizadas pelo Supera Maringá 3D, com cerca de 30 pessoas envolvidas. Há 32 impressoras 3D trabalhando para atender a uma demanda de mais de 1200 máscaras de proteção face shields.

“Vimos algumas movimentações solidárias em todo o Paraná e descobrimos outras que já estavam trabalhando em Maringá. Entidades e empreendedores se uniram e abraçaram essas iniciativas a fim de ajudar a organizar o trabalho diante da demanda. Empreendedorismo solidário que promove a cultura da inovação”, analisa o consultor do Sebrae/PR.

Fonte: Savannah Comunicação / Agência Sebrae de Notícias

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