Coleta Seletiva garante renda para famílias carentes

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Ao completar quatro anos de existência, o Programa Coleta Seletiva Solidária da Copel destina 100 toneladas por ano de resíduos recicláveis coletados nas sedes da companhia para oito associações e cooperativas de catadores em diversas cidades do Paraná. Com a iniciativa, os materiais recicláveis estão gerando renda a mais de 300 famílias.

“Um simples gesto diante da lata de lixo pode fazer diferença na vida de muitas pessoas”, afirma o presidente da Copel, Luiz Fernando Leone Vianna. “Destinar corretamente os resíduos significa colaborar com uma parcela da população em estado de risco social e pessoal, que vive especialmente da coleta de resíduos recicláveis e tem a venda deste material como principal fonte de renda”, esclarece.

O programa da Copel inclui apenas associações e cooperativas formalmente construídas, sem entidades de atravessadores. Antes, muitos catadores eram explorados por estas entidades porque elas detinham infraestrutura e constituição jurídica. “A realidade hoje é diferente: a coleta seletiva solidária favorece muito o trabalho deles, que têm se organizado em associações e cooperativas formalmente constituídas, conquistando sua própria infraestrutura e estabelecendo o sistema de rateio entre os integrantes”, conta o diretor de Relações Institucionais, Cristiano Hotz.

Em Curitiba, a Copel destina seu resíduo reciclável à Associação Novo Amanhecer, escolhida por meio de chamada pública. Todas as semanas os catadores se revezam para buscar o resíduo nos depósitos dos polos da companhia na capital. A associação conta com 50 famílias beneficiadas que trabalham diariamente no local.

Os catadores chegam ao local com o material que recolheram e lá separam e pesam. A venda fica a cargo da Associação e os associados são pagos quinzenalmente sobre a venda do que recolheram, deixando 10% para a cooperativa.

No caso do resíduo cedido pelas empresas, como a Copel, os catadores fazem rodízio semanal para coletar. Quem realiza a coleta tem o direito de separar e vender o material, deixando 20% do lucro à associação. A Associação Novo Amanhecer trabalha há quase dois anos com a Copel. Os cooperados buscam o material em seis polos da Companhia.

MUDANÇA DE VIDA – Iraci Amorim dos Santos conta que durante toda a vida tirou o sustento do resíduo reciclável. Ela é associada à Novo Amanhecer há nove anos e diz que sua vida e sua renda mudaram bastante depois de entrar para uma associação. “Aqui a gente tem comprador certo. Já temos a renda certa. É muito bom”, conta.

O mesmo aconteceu com Terezinha Leite dos Santos e as filhas, Juliana da Silva Santos e Fabiana da Silva Santos. Quem chegou primeiro à associação foi Juliana, há sete anos. Ela era zeladora, trabalho que, apesar de ser com carteira assinada, rendia bem menos do que recolher e vender resíduo reciclável. “Mas é preciso trabalhar todos os dias para tirar um bom rendimento”, ressalta.

Fabiana também tinha emprego formal, como auxiliar de cozinha, mas resolveu seguir os passos da irmã. Terezinha foi a última a chegar à associação, há cinco anos. As três desempenham papel fundamental no sustento das famílias.

RECONHECIMENTO – A reciclagem do lixo gerado nas instalações administrativas da Copel levou ao reconhecimento do Ministério Público Estadual e do Instituto Lixo e Cidadania. Os dois órgãos prestaram homenagem à Copel este mês. Representantes da Associação Novo Amanhecer estiveram presentes e afirmaram publicamente que a única fonte de renda da associação atualmente vem dos resíduos doados pela Copel, reforçando ainda mais a importância do programa de Coleta Seletiva Solidária. “O reconhecimento dos resultados alcançados pelo programa fortalece políticas públicas de inclusão social, contribui com a geração de renda de comunidades vulneráveis e demonstra o compromisso com a sustentabilidade”, diz Hotz.

Texto: AE-PR / Foto: Daniela Catisti/AE-PR

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