Cianorte está entre as 100 cidades mais inteligentes do BR

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Cianorte tem despontado, nos últimos anos, como uma excelente cidade para se viver. Prova disso é que a Capital do Vestuário ocupa o 3º lugar no Estado em Desenvolvimento, segundo o Índice FIRJAM de Desenvolvimento Municipal divulgado em 2015. Agora o município figura entre os 100 municípios mais inteligentes do Brasil, no Ranking Connect Smart Cities divulgado no durante a segunda edição do Fórum Connected Smart Cities realizado no início do mês no Rio de Janeiro.

Reunindo cerca de mil participantes, no Armazém da Utopia no Rio de Janeiro, entre os dias 8 e 9 de junho, a segunda edição do Connected Smart Cities buscou a consolidação do passo dado com a primeira edição em 2015 em busca do DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas, com a utilização de novas tecnologias para as apresentações do Fórum e uma programação voltada às questões atuais de desenvolvimento das cidades.

Durante o Fórum ocorreram 31 painéis divididos em quatro palcos simultâneos, utilizando a transmissão de áudio direto para os fones de ouvido dos participantes, o que proporcionou um evento dinâmico e silencioso. O evento também foi marcado pela apresentação do Ranking das 100 cidades mais inteligentes do Brasil, que figura na edição 1115 da revista Exame.

Segundo a Urban System, responsável pela elaboração do Ranking, o objetivo foi identificar fatores relevantes para o crescimento sustentável dos municípios e apontar as cidades brasileiras com maior potencial de desenvolvimento, levando em conta quesitos mobilidade, urbanismo, economia, meio ambiente, energia, tecnologia e inovação, saúde, segurança, educação, governança e empreendedorismo.

O Ranking é liderando pela cidade de São Paulo (SP) que apresentou 35,714 pontos no estudo desenvolvido pela Urban System. Cianorte ocupa a 96ª posição com 25,639 pontos. Apenas outras 10 cidades paranaense aparecem no Ranking, sendo elas: Curitiba (3º); Maringá (17º); Foz do Iguaçu (42º), Londrina (45º); Cascavel (52º), Umuarama (56º), Toledo (68º), São José dos Pinhais (69º), Pato Branco (81º) e Francisco Beltrão (87º).

De acordo com a Urban System, os municípios presentes no Ranking se destacaram por oferecem soluções para os problemas de interesse público, como saúde, urbanismo e qualidade de vida.

ESTUDO – O Ranking Connected Smart Cities foi desenvolvido pela Urban Systems, através de um estudo com metodologia própria e exclusiva com o objetivo de mapear as cidades com maior potencial de desenvolvimento no Brasil através de indicadores que retratam inteligência, conexão e sustentabilidade; o Ranking é composto por 73 indicadores distribuídos em 11 setores principais.

Essa grande diversidade é necessária, segundo a Urban System, por haver diversos conceitos de Cidades Inteligentes, desde os que estão mais apoiados em tecnologia, até aqueles que estão mais relacionados ao meio ambiente e a sustentabilidade, deste modo, o Ranking Connected Smart Cities leva em consideração o conceito de conectividade sendo a relação existente entre os diversos setores analisados.

Sendo assim, o conceito de Smart Cities considerado no Ranking entende que o desenvolvimento só é atingido quando os agentes de desenvolvimento da cidade compreendem o poder de conectividade entre todos os setores. Exemplo disso é a consciência de que investimentos em saneamento estão atrelados não apenas aos ganhos ambientais, como aos ganhos em saúde, que irão a longo prazo reduzir os investimentos na área (atendimentos de saúde básica) e consequentemente impactarão em questões de governança e até mesmo economia.

A Urban System também aponta como outro exemplo a importância da educação, não apenas como índices básicos de atendimento do serviço e qualidade do ensino, mas o poder que ela possui na formação e reprodução dos potenciais de cada cidade. O entendimento das potencialidades locais e regionais permitem a atração de investidores e a criação de cursos atrelados às cadeias produtivas da região, que irão repercutir na atração de empresas e ampliação dos clusters (atividades semelhantes), bem como possibilitar uma melhoria na condição social, que terá impacto em todos os demais setores.

O estudo para a elaboração do Ranking também levou em conta a importância da sustentabilidade econômica como base da sustentabilidade ambiental e social, já que a Urban System entende que não seja possível que municípios atinjam sustentabilidade ambiental ou social, sem a base de um desenvolvimento econômico que garantirá uma reprodução dos ganhos nas outras esferas.

A Urban System ressalta ainda que os exemplos de conexões dos setores são numerosos e essa visão, que apoia a escolha dos indicadores e eixos desenvolvidos, não busca substituir outras visões existentes de cidades inteligentes, porém, busca entender o distanciamento das cidades brasileiras em relação às cidades inteligentes internacionais (smart), mesmo porque o estudo tem como objetivo apontar eixos de melhora e municípios de inspiração para outras cidades.

Segundo o presidente da Urban System, Thomaz Assumpção, dos pontos possíveis nos 11 eixos do estudo, as cidades brasileiras alcançaram apenas a metade, em parte devido à crise econômica, que acaba refletindo nos serviços públicos e na qualidade de vida das pessoas. As cidades contempladas na lista da Urban Systems se destacam exatamente por oferecer soluções que as tornam melhores para viver.

De acordo com Assumpção, a ordem de classificação do Ranking reflete o grau, e não necessariamente o volume de investimentos dos municípios em políticas como mobilidade urbana, saúde, inovação, educação e qualidade de vida. O desempenho em cada tópico recebeu uma pontuação proporcional.

Texto: Juliano Secolo / Foto:  Arquivo/FOLHA

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