Chuvas voltam intensas, atrasando mais a colheita na região

colheita03Até o início das chuvas, na última sexta-feira (6), os produtores de soja da região da Cocamar já havia colhido a maior parte da safra. No noroeste do Estado, polarizado por Maringá, onde a semeadura ocorre normalmente mais cedo, as colheitadeiras já haviam operado cerca de 60% das lavouras, enquanto que no norte, centralizado por Londrina, 40% estavam colhidos. O problema é que 30% das áreas cultivadas, pelo menos, se encontravam em fase de pré-colheita, momento em que os grãos secos ficam mais vulneráveis à umidade excessiva.

PERDAS – As chuvas intensas, que vêm caracterizando o verão, já causaram estragos em alguns municípios, prejudicando na reta final da colheita uma safra que prometia ser uma das melhores dos últimos anos. Em Floresta e Ivatuba, municípios situados nas imediações de Maringá, onde as médias de produtividade geralmente são altas, agricultores sofreram perdas porque, no final de fevereiro, haviam feito a dessecação das lavouras para acelerar a colheita e foram surpreendidos por nove dias consecutivos de chuvas. Em Rolândia, perto de Londrina, o produtor Luiz Pio Lonardoni conta que não chegou a usar dessecante, mas aquele longo período chuvoso causou perdas em sua safra, que caiu de 160 sacas esperadas, por alqueire, para 130. “Foi um pena, é como tomar um gol aos 45 minutos do segundo tempo”, disse.

RAZOÁVEL – No final de semana, a colheita voltou a ser interrompida por precipitações intensas. O coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar, Emerson Nunes, informa que até quinta-feira (5), a média de produtividade era de 3.178 quilos por hectare, o equivalente a 128 sacas por alqueire, considerada razoável. A previsão da cooperativa era de que a colheita terminasse por volta do dia 20, no noroeste, e no início de abril, no norte.

INVERNO – O atraso na safra de verão vai empurrando para a frente, da mesma forma, o início do cultivo de milho de inverno, cujo prazo recomendado pela pesquisa se esgota neste dia 10. O coordenador explica que apenas 30% das áreas previstas foram plantadas até agora, contra um percentual de 50% nesta mesma época no ano passado. Quanto mais tarde for feito o plantio, maior é a possibilidade de a cultura enfrentar problemas no inverno.

Texto: Flamma / Foto: Andye Iore

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Chuvas voltam intensas, atrasando mais a colheita na região

colheita03Até o início das chuvas, na última sexta-feira (6), os produtores de soja da região da Cocamar já havia colhido a maior parte da safra. No noroeste do Estado, polarizado por Maringá, onde a semeadura ocorre normalmente mais cedo, as colheitadeiras já haviam operado cerca de 60% das lavouras, enquanto que no norte, centralizado por Londrina, 40% estavam colhidos. O problema é que 30% das áreas cultivadas, pelo menos, se encontravam em fase de pré-colheita, momento em que os grãos secos ficam mais vulneráveis à umidade excessiva.

PERDAS – As chuvas intensas, que vêm caracterizando o verão, já causaram estragos em alguns municípios, prejudicando na reta final da colheita uma safra que prometia ser uma das melhores dos últimos anos. Em Floresta e Ivatuba, municípios situados nas imediações de Maringá, onde as médias de produtividade geralmente são altas, agricultores sofreram perdas porque, no final de fevereiro, haviam feito a dessecação das lavouras para acelerar a colheita e foram surpreendidos por nove dias consecutivos de chuvas. Em Rolândia, perto de Londrina, o produtor Luiz Pio Lonardoni conta que não chegou a usar dessecante, mas aquele longo período chuvoso causou perdas em sua safra, que caiu de 160 sacas esperadas, por alqueire, para 130. “Foi um pena, é como tomar um gol aos 45 minutos do segundo tempo”, disse.

RAZOÁVEL – No final de semana, a colheita voltou a ser interrompida por precipitações intensas. O coordenador técnico de culturas anuais da Cocamar, Emerson Nunes, informa que até quinta-feira (5), a média de produtividade era de 3.178 quilos por hectare, o equivalente a 128 sacas por alqueire, considerada razoável. A previsão da cooperativa era de que a colheita terminasse por volta do dia 20, no noroeste, e no início de abril, no norte.

INVERNO – O atraso na safra de verão vai empurrando para a frente, da mesma forma, o início do cultivo de milho de inverno, cujo prazo recomendado pela pesquisa se esgota neste dia 10. O coordenador explica que apenas 30% das áreas previstas foram plantadas até agora, contra um percentual de 50% nesta mesma época no ano passado. Quanto mais tarde for feito o plantio, maior é a possibilidade de a cultura enfrentar problemas no inverno.

Texto: Flamma / Foto: Andye Iore

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