Campanha mobiliza população para evitar o desperdício de alimentos


Nas compras, no preparo ou após o consumo: confira na matéria desse mês, da “Cianorte mais Saudável”, dicas básicas para contribuir nessa luta

Já parou para pensar na quantidade de comida que você não tira proveito diariamente? Desde a verdura que deixa de escolher na gôndola do mercado porque não está tão bonita, passando pela fruta que retira a casca para comer, até a refeição que exagera ao servir no prato e acaba não consumindo?De acordo com a ONG Banco de Alimentos, em levantamento realizado recentemente, cada brasileiro desperdiça mais de meio quilo por dia. É muita coisa. Isto, sem contar as perdas que estão além do seu alcance e aconteceram durante o processo de produção, armazenamento e transporte.

O número mostra-se mais impactante quando observado do ponto de vista geral. Em todo o planeta Terra, 1,3 bilhão de toneladas são perdidas por ano, enquanto no território brasileiro, a contagem chega a 41 mil toneladas, posicionando-o em décimo no ranking mundial de desperdício.Os dados são ainda mais assustadores se considerado o levantamento realizado por órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017, que aponta que, pelo mundo,815 milhões de pessoas passam fome; quantidade que corresponde a quase quatro vezes a população do Brasil.

A fim de reverter, ou mesmo, minimizar esse quadro, a matéria especial desse mês da Campanha “Cianorte + Saudável”, uma iniciativa da Prefeitura, por meio das Secretarias de Educação e Cultura, Saúde, Assistência Social e Agricultura e da Assessoria de Comunicação, em atendimento à um dos eixos do Plano Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (PLAMSAN), trata do desperdício de comida. As orientações são das nutricionistas Fabiana Oliveira Garcia e Elimary Francelino de Oliveira, que integram o órgão colegiado.

Para as profissionais, essa é uma luta que deve ser de todos. “Apresentamos algumas opções para os consumidores. Se cada um fizer a sua parte, em um trabalho que costumamos chamar de ‘formiguinha, originaremos grandes resultados”, explicam. Elas alegam que a conscientização não interfere somente no meio ambiente, mas também na economia, pois o descarte gera prejuízo para produtores e varejistas “e é claro que essa margem de perdas é repassada para nós, consumidores”, explicam. Confira algumas dicas:

EM CASA

– Quantas pessoas vão comer? Antes de preparar as refeições, faça as contas para evitar sobras.

– Conserve os alimentos pelo maior tempo possível. Siga as instruções das embalagens ou orientações prestadas pelos comerciantes e sempre observe as datas de validade.

– Organize a geladeira. Deixe à vista os itens que precisam ser consumidos primeiro, como carnes, frios e hortaliças, para evitar o esquecimento no fundo do refrigerador e a eventual perda. Use artefatos transparentes no armazenamento e etiquetas: eles ajudam na identificação.

– Reaproveite.Cascas, talos e folhas das frutas e vegetais não precisam ser desperdiçados. Essas partes dos alimentos são ricas em vitaminas e minerais e podem se transformar em acompanhamentos nutritivos e saudáveis para as refeições.

NA HORA DAS COMPRAS

– Faça o planejamento.Você pode criar um cardápio semanal e calcular as quantidades com base no que a família irá consumir no dia a dia. Dedique a despesa mensal aos produtos não perecíveis e deixe para comprar os produtos frescos semanalmente. Assim fica mais fácil se programar e você evita jogar comida fora.

– Prefira alimentos produzidos localmente. Eles não sofrem (ou sofrem menos) as perdas do transporte e da degradação.

– As sobras em mercados e outros comércios podem ser doadas. Embora não estejam esteticamente adequadas, se dentro da validade, podem ser consumidas com segurança;

APÓS O CONSUMO

– Que tal fazer a compostagem dos resíduos orgânicos? Assim, ao invés da comida não utilizada virar lixo e ocupar espaço em aterros, servirá de insumo, inclusive, para você doar ou plantar alimentos.

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