BRINQUEDOS DE CRIANÇAS

Como brincavam as crianças que nasceram, viveram e morreram 500 anos antes de Cristo nascer? Há costumes cruéis revelados pela história, com relação à Esparta, uma cidade da Grécia Antiga, cuja educação era totalmente voltada para a sua defesa e para a guerra. Aos sete anos as crianças eram retiradas de suas mães, depois de aprovadas pelos juízes! Então, o Estado, representado por Licurgo, se encarregava da educação das mesmas, e as convertiam em vigorosos soldados. Esparta era a cidade-estado, com leis férreas, severas demais e que regulavam a vida dos espartanos, desde o nascimento até a morte. Esparta tinha o poder de decidir sobre a vida e a morte. A criança que nascia deformada ou fraca era condenada à morte. Interessava a Licurgo e à Esparta pessoas vigorosas, com saúde, fortes para defender a terra grega espartana. As crianças destinadas a pertenceram às fileiras de soldados viviam de maneira cruel, treinadas para suportar a dor, o sofrimento e a fome. Com o que brincavam estas crianças? Não brincavam, simplesmente.

Em Atenas, também, na mesma época, uma minúscula cidade grega, ao contrário de Esparta, desenvolveu entre seus cidadãos o amor à liberdade. Desde pequenas as crianças eram dirigidas pelo Estado para eventos esportivos e competições que a população inteira tomava parte. A origem dos Jogos Olímpicos veio diretamente inspirada naqueles esportes praticados pelos gregos atenienses. Competiam meninas e jovens dedicadas ao bordado do véu da deusa Athenas e os meninos que praticavam esportes diversos competiam para serem escolhidos como ganhadores de troféus! As crianças brincavam com figuras modeladas no barro cozido. Difícil de acreditar, mas aquelas bonequinhas de barro eram graciosas e delicadas dançavam, se moviam e conversavam; isto há dois mil anos! As crianças brincavam com chocalhos, bolas e bonecas com os braços móveis!

E as crianças de hoje, brincam com o quê, de quê? A maioria delas se enfiam por entre as almofadas do sofá e lá ficam horas e horas a fio teclando uma tela mágica que a um simples toque a leva a grandes aventuras. Elas navegam com um foguete atômico e circulam em volta do Sol e não se queimam, levam pontapés e chutes e não saem feridas, se transforma em figuras malucas que voam sem sair do lugar; e nunca brincaram de “salva”, nunca pularam “amarelinha”, não tem paciência para ouvirem historinhas, nunca chutaram bola no meio da rua, nunca brincaram de “esconde-esconde”!

Izaura Varella

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