Apucarana reajusta salários do setor de confecção

costureira  em  repousoDepois de quatro meses de negociações, finalmente patrões e empregados nas indústrias de confecções de Apucarana (a aproximadamente 140km de Cianorte) e região chegaram a um acordo quanto ao reajuste salarial da categoria. O acordo foi firmado durante reunião na última quarta-feira (15), entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Confecções de Apucarana e Região (Stivar) e do Sindicato das Indústrias de Confecções de Apucarana e Vale do Ivaí (Sivale), que abrange 26 municípios. O reajuste acordado foi de 11,5%. No entanto, 8,5% são retroativos a partir de setembro do ano passado, data base da convenção coletiva de trabalho. E mais 3% a partir de março.

Desta forma, o salário do auxiliar geral, que até agosto era de R$ 705,00 subiu para 813,75 retroativo a setembro e a partir do dia 1º de março passa a valer R$ 836,25. Uma costureira profissional, que antes ganhava R$ 850,00, teve o salário aumentado para R$ 922,25 em setembro de 2013 e, a partir de 1º de março, R$ 947,75. O piso de ingresso do auxiliar geral passou de R$ 705,00 para R$ 764,93 em setembro e, em março, R$ 786,08.

A diferença salarial retroativa ao mês de setembro as empresas deverão pagar na folha de janeiro, que deve ser liberada no início de fevereiro. Segundo a presidente do Stivar, Maria Leonora Batista, o reajuste salarial não chegou ao patamar que os trabalhadores pretendiam, mas é aceitável. “Esta foi uma luta muito difícil, mas valeu a pena”, diz ela.

ECONOMIA – O empresário Marcelo Gabardo, um dos diretores do Sivale, observa que este reajuste concedido aos trabalhadores do setor de Apucarana é o maior já dado no Paraná. Ele alerta, no entanto, que o País vive um momento econômico muito delicado e qualquer reajuste acima da inflação tem que ser muito pensado. Gabardo coloca o salário mínimo regional imposto pelo governo do Paraná, bem maior do que de São Paulo, que é a maior economia do País, como um dos obstáculos nas negociações envolvendo categorias que têm convenções coletivas de trabalho.  O setor de confecções emprega mais de 21 mil pessoas somente em Apucarana.

Texto: Tribuna do Norte / Foto ilustrativa

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