Índice de infestação de dengue preocupa no Noroeste

Maria Cecília Vasconcellos, 71 anos, toma providências diariamente para combater a dengue

 A Dengue exige atenção constante da população, basta um descuido e o Aedes Aegypt – mosquito transmissor da doença – se prolifera rapidamente, tanto que no Paraná quatro municípios já apresentam casos considerados de médio risco, sendo que três estão na região noroeste: Santo Antônio do Caiuá, Nova Londrina e Marilena, ambas pertencentes a 14ª Regional de Saúde – na região de Paranavaí; o outro município em médio Risco é Alvorada do Sul, lotado na 17ª Regional de Saúde – Região de Londrina.

O problema enfrentado na região Noroeste ganhou mais evidência depois que uma mulher, de 48 anos, morreu por complicações que podem ter sido provocadas pela dengue no último dia 03 de janeiro. Segundo as informações ela morava de Nova Londrina e trabalhava em Marilena.

Segundo a Secretaria de Saúde, no Paraná foram confirmados 315 casos de Dengue entre agosto de 2013 e o último dia 10 de janeiro. A doença foi registrada em 61 municípios, sendo que o risco de ocorrência de epidemia é preocupante. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, as regiões Oeste, Noroeste e Norte do Estado exigem atenção, pois registram condições favoráveis para o desenvolvimento do mosquito nesta época, e seis municípios já apresentam altos índices de infestação do mosquito.

 NÚMEROS NA REGIÃO

Segundo Rafael Brondani Moreira, chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 13ª Regional de Saúde, os municípios da região tem realizado constantemente campanhas de conscientização junto a população de forma a combater a proliferação do mosquito. “A doença é perigosa e pode levar o paciente à morte. Por isso, além das ações de combate à dengue, o acompanhamento das equipes de saúde é necessário para que as complicações sejam percebidas a tempo de serem tratadas.”, ressalta.

Nos municípios pertencentes a 13ª Regional de Saúde, entre Janeiro de 2013 e Janeiro de 2014 foram notificados 5.219 casos, destes 3.295 foram confirmados, sendo 3.116 autóctones (quando o paciente manifesta a doença sem ter viajado) e 179 importados (quando o paciente viajou ou recebeu visitas de outros municípios). Além disso em 2013 foram registrados na área de abrangência da 13ª Regional de Saúde dois óbitos por dengue clássica com complicações. Nesses primeiros 10 dias de 2014 também já foi confirmado um caso na região.

 COMBATE

De acordo com Rafael Moreira, a orientação é que não sejam deixados objetos expostos que possam acumular água, e se houver, é preciso eliminar esses possíveis criadouros. O risco é maior em vasos de plantas, calhas, pneus, reservatório de água para animais, materiais descartáveis e outros pequenos recipientes. Além disso, caixas d’água e piscinas também merecem atenção. “É importante manter os reservatórios de água sempre bem vedados. No caso das piscinas, a recomendação é cobri-las e tratá-las adequadamente com cloro, o que impede o desenvolvimento da larva do mosquito. Tendo esse cuidado e desenvolvendo essas medidas você se protege e ainda evita que o mosquito ofereça riscos a sua família e seus vizinhos”, finaliza.

Vale ressaltar também que os municípios da região tem feito constantemente “arrastões” através dos quais são retiradas toneladas de lixo e materiais que podem se tornar focos da doença. Além disso, é importante lembrar que no ano passado, entre janeiro e abril, a região vivenciou uma epidemia de dengue, e para evitar que neste ano ocorra esse problema é preciso que a população colabore no combate aos criadouros do mosquito deixando seus quintais limpos e sem focos de água parada.

Exemplo disso é dado pela Dona Maria Cecília Vasconcellos, de 71 anos, que afirma tomar diariamente providências para combater a dengue. “A gente fica ouvindo o tempo todo falar sobre a dengue e isso me preocupa. Se cada um de nós fizermos nossa parte, com certeza teremos bons resultados”, afirma dona Maria. Apaixonada por plantas, dona Maria tem em seu quintal um grande número de vasos. Para evitar a ploriferação do mosquito, diariamente ela retira a água parada dos vasos: “Todo dia venho no meu quintal para ver se não tem nada acumulando água. Sei que os pratinhos de vasos de plantas são ótimos para que o mosquito possa botar seus ovinhos, por isso tenho toda a atenção em não deixar água parada”.

Juliano Secolo

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