A DONA DO SOL

Uma espanhola chamada Dolores Duran, depois de saber que um empresário norte-americano Denis Hoppe tinha intenção de se apropriar da Lua, na Justiça, ela resolveu, então, apropriar-se do Sol. Desde o ano de 2.012 ela tem uma escritura pública do Sol e já está vendendo partes dele. Ora, já que ninguém se proclamou dono do Sol, então ela tem o direito de tomá-lo como seu, é terra sem dono… Só seria difícil tomar posse do território! E depois pretende comercializar o seu uso, dividindo as camadas de hidrogênio, hélio, oxigênio e carbono, e vendendo para aquele que lhe desse a melhor oferta. Se fosse eu, a dona do Sol, já que a fotosfera está em permanente ebulição, ferve e explode diariamente, é um lança chamas, aí então, eu venderia para os meus inimigos.

Jamais brigaria na Justiça para ser dona do Sol! Ele é muito interessante, aconchegante, lança seus raios potentes para todas as faces do planeta Terra, pai da fotossíntese, faz as plantas crescerem, ilumina os dias sem graça, deixa as mulheres quase nuas na praia, enfim, dá vida a nossa terra. Ser dona do Sol? Como eu seria capaz de administrar aquelas chamas diárias que o Sol joga para o espaço? Eu teria quer investir, criando mecanismos para amenizar as queimaduras, aliás, assim, que meu foguete chegasse na periferia do Sol, meu foguete já estaria derretido e eu teria virado gelatina. Ser dona de uma estrela que não nunca poderei desfrutá-la de perto, não terá nenhuma utilidade para mim. Prefiro olhar para o alto, na madrugada e ver o nascer do Sol, sem ser proprietário e me incomodar com os impostos; prefiro deitar na relva macia de um campo florido qualquer e de lá, à distância, ver o Sol se por, devagar, deixando para trás raios intensos vermelhos e amarelos. É assim que quero o meu Sol, e não só meu, quero dividir com todos que apreciam as suas belezas, à distância!

Porém, se eu pudesse ser dona da Lua abraçaria este presente, imediatamente, e aí sim, não teria para ninguém. No meu silêncio se abriria a oportunidade de ver devagar a Lua mudar de estação, assim como devagar muda a minha vida e meus sonhos. Olhando aqui da minha pequenez, a Lua, e de repente, quase some no espaço enquanto Minguante e depois Lua Nova. A paciência me permite esperar a próxima fase e, lentamente, envolvida nos meus eternos sonhos de não deixar de ser criança, posso observar com calma a Lua Crescente, buscando seu espaço no céu, e sem incomodar ninguém, e vai num crescente para explodir naquela Lua Cheia brilhante, maravilhosa, presente de Deus! Aí, se eu conseguir ser dona da Lua vou preferir ficar a semana toda com ela quando ela estiver na fase de Lua Cheia, pois, o encanto da luz me deixará apaixonada e poderei deitar no colo do meu amado e ser feliz!

Izaura Varella

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