Vale da Seda é projeto nascido na Incubadora Tecnológica

vale seda Foi inaugurado na última sexta-feira (5) um quiosque Vale da Seda, no Shopping Maringá Park, um projeto nascido na Incubadora Tecnológica de Maringá, com participação de vários departamentos da UEM ao longo do tempo, envolvendo outros projetos, análises, testes, melhorias em todos processos e nos produtos, com agregação de valores. Nele, serão comercializados produtos em fios 100% seda para malharia retilínea e circular, tecidos 100% seda, lenços 100% seda com estampa digital direta, echarpes 100% seda com estampa digital direta, cachecóis 100% seda.

O vice-reitor Julio Damasceno comentou que atividades como essa são o que mostram que a Universidade já está participando do processo de inovação tecnológica com base nos conceitos mais significativos dentro da tríplice hélice, formada pelas universidades, sociedade e governo. E todos os projetos desse sistema têm apoio da Finep, Sebrae, Fundação Araucária, Governo do Paraná, Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, dentre outros órgãos, empresas de inovação e universidades.

O vice-presidente da Incubadora, José Roberto Pinheiro Melo, ressaltou a importância da entidade como agente promotora dessa articulação. O presidente do Vale da Seda e empresário do projeto, João Berdu Garcia Júnior, destacou que o Vale da Seda, no Noroeste do Paraná, é a região que mais produz casulo do bicho-da-seda em todo ocidente. A página www.valedaseda.org.br informa que os municípios dessa região se beneficiavam apenas da receita gerada pela produção e venda do casulo e que o trabalho do Instituto Vale da Seda vai permitir que pequenas empresas e empreendedores individuais dos municípios do Setentrião Paranaense possam se beneficiar do alto potencial de agregação de valor que a seda oferece.

Segundo o assessor de Inovação da Universidade Estadual de Maringá e coordenador de Grupo de Apoio Estratégico da Incubadora, Marcelo Farid Pereira, o processo para fortalecimento dos produtores e artesãos da seda já tem dez anos e “chegou o momento de colher os frutos. Os produtos chegam ao mercado com mesmo padrão dos similares internacionais. Houve participação da UEM, por meio de pesquisas, na melhoria dos casulos, da seda e dos produtos confeccionados a partir da seda. Precisamos salientar ainda que os projetos têm grande peso social, valorizando o trabalho de artesãos da região e promovendo a sustentabilidade, agregando valor à matéria-prima. Este quiosque será projeto piloto de um sistema de franquia na área, firmado em princípios do comércio justo. Poucas empresas de inovação conseguiram passar de start up para processo de incubação e estar no Parque Tecnológico com uma franquia no mercado num prazo relativamente curto”.

De acordo com o site da entidade, “O Instituto Vale da Seda é uma rede de pequenas empresas atuando em cooperação, criando novos produtos e gerando vantagens competitivas para seus parceiros e clientes, oferecendo à sociedade formas de gerar valor e renda de maneira sustentável e socialmente responsável. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento e adensamento da cadeia produtiva da seda no Estado do Paraná, agregando valor à seda de maneira sustentável e socialmente responsável”. Os produtos da empresa trabalham com tecnologia sofisticada desde o processo de produção, envolvendo design e técnicas de manufatura, até mecanismos de certificação de procedência e composição dos artigos de seda produzidos na região, por meio de etiquetas holográficas de numeração única e QR Code que permitem a rastreabilidade on line de cada produto.

“Para dar suporte ao adensamento da cadeia produtiva da seda no Paraná, o Instituto Vale da Seda tem por objetivo estabelecer e disciplinar o uso da Identidade de Procedência Vale da Seda, para os artigos de seda produzidos nesta região. Além de oferecer aos consumidores dos artigos, que levam a etiqueta do Vale da Seda, a garantia de composição, qualidade, origem e responsabilidade com um desenvolvimento regional sustentável, o Instituto Vale da Seda visa ainda ao desenvolvimento conjunto de artigos feitos com fios e tecidos de seda; capacitação de empresários e empreendedores Individuais para produção e comercialização de artigos de seda; estabelecimento de identidade de marca, embalagem e publicidade; realização de ações conjuntas de marketing e comercialização”.

“Com ênfase no desenvolvimento regional sustentável, o comércio justo é uma das bases do Projeto Vale da Seda. Em 2009 através do Programa Universidade Sem Fronteiras da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná foi criada em Nova Esperança, no noroeste do Estado, a Cooperativa dos Produtores de Artesanato em Seda – Artisans Brasil. Esta cooperativa, formada por 40 mulheres moradoras da área rural de Nova Esperança, exporta cachecóis e outros artigos artesanais de seda para a rede de comércio justo Artisans Du Monde, na França”.

“Atualmente o comércio justo é um movimento internacional em franco crescimento na busca de garantias de que os produtores dos países em desenvolvimento consigam um tratamento justo. Isto implica que eles devem receber pelo seu produto um preço que garanta uma renda digna e contribua para a aquisição de conhecimentos e habilidades que proporcionem novas oportunidades de obtenção de renda”. O Projeto Vale da Seda é desenvolvido pelo Instituto Vale da Seda e pela empresa Bisa Overseas na Incubadora Tecnológica de Maringá. A Incubadora foi formada por meio de um convênio entre diversas entidades civis e governamentais, entre elas, a UEM. A Incubadora está instalada no câmpus da UEM, no bloco 14, e nos antigos armazéns do IBC.

Texto e foto: UEM/ASC

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Vale da Seda é projeto nascido na Incubadora Tecnológica

vale seda Foi inaugurado na última sexta-feira (5) um quiosque Vale da Seda, no Shopping Maringá Park, um projeto nascido na Incubadora Tecnológica de Maringá, com participação de vários departamentos da UEM ao longo do tempo, envolvendo outros projetos, análises, testes, melhorias em todos processos e nos produtos, com agregação de valores. Nele, serão comercializados produtos em fios 100% seda para malharia retilínea e circular, tecidos 100% seda, lenços 100% seda com estampa digital direta, echarpes 100% seda com estampa digital direta, cachecóis 100% seda.

O vice-reitor Julio Damasceno comentou que atividades como essa são o que mostram que a Universidade já está participando do processo de inovação tecnológica com base nos conceitos mais significativos dentro da tríplice hélice, formada pelas universidades, sociedade e governo. E todos os projetos desse sistema têm apoio da Finep, Sebrae, Fundação Araucária, Governo do Paraná, Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, dentre outros órgãos, empresas de inovação e universidades.

O vice-presidente da Incubadora, José Roberto Pinheiro Melo, ressaltou a importância da entidade como agente promotora dessa articulação. O presidente do Vale da Seda e empresário do projeto, João Berdu Garcia Júnior, destacou que o Vale da Seda, no Noroeste do Paraná, é a região que mais produz casulo do bicho-da-seda em todo ocidente. A página www.valedaseda.org.br informa que os municípios dessa região se beneficiavam apenas da receita gerada pela produção e venda do casulo e que o trabalho do Instituto Vale da Seda vai permitir que pequenas empresas e empreendedores individuais dos municípios do Setentrião Paranaense possam se beneficiar do alto potencial de agregação de valor que a seda oferece.

Segundo o assessor de Inovação da Universidade Estadual de Maringá e coordenador de Grupo de Apoio Estratégico da Incubadora, Marcelo Farid Pereira, o processo para fortalecimento dos produtores e artesãos da seda já tem dez anos e “chegou o momento de colher os frutos. Os produtos chegam ao mercado com mesmo padrão dos similares internacionais. Houve participação da UEM, por meio de pesquisas, na melhoria dos casulos, da seda e dos produtos confeccionados a partir da seda. Precisamos salientar ainda que os projetos têm grande peso social, valorizando o trabalho de artesãos da região e promovendo a sustentabilidade, agregando valor à matéria-prima. Este quiosque será projeto piloto de um sistema de franquia na área, firmado em princípios do comércio justo. Poucas empresas de inovação conseguiram passar de start up para processo de incubação e estar no Parque Tecnológico com uma franquia no mercado num prazo relativamente curto”.

De acordo com o site da entidade, “O Instituto Vale da Seda é uma rede de pequenas empresas atuando em cooperação, criando novos produtos e gerando vantagens competitivas para seus parceiros e clientes, oferecendo à sociedade formas de gerar valor e renda de maneira sustentável e socialmente responsável. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento e adensamento da cadeia produtiva da seda no Estado do Paraná, agregando valor à seda de maneira sustentável e socialmente responsável”. Os produtos da empresa trabalham com tecnologia sofisticada desde o processo de produção, envolvendo design e técnicas de manufatura, até mecanismos de certificação de procedência e composição dos artigos de seda produzidos na região, por meio de etiquetas holográficas de numeração única e QR Code que permitem a rastreabilidade on line de cada produto.

“Para dar suporte ao adensamento da cadeia produtiva da seda no Paraná, o Instituto Vale da Seda tem por objetivo estabelecer e disciplinar o uso da Identidade de Procedência Vale da Seda, para os artigos de seda produzidos nesta região. Além de oferecer aos consumidores dos artigos, que levam a etiqueta do Vale da Seda, a garantia de composição, qualidade, origem e responsabilidade com um desenvolvimento regional sustentável, o Instituto Vale da Seda visa ainda ao desenvolvimento conjunto de artigos feitos com fios e tecidos de seda; capacitação de empresários e empreendedores Individuais para produção e comercialização de artigos de seda; estabelecimento de identidade de marca, embalagem e publicidade; realização de ações conjuntas de marketing e comercialização”.

“Com ênfase no desenvolvimento regional sustentável, o comércio justo é uma das bases do Projeto Vale da Seda. Em 2009 através do Programa Universidade Sem Fronteiras da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Paraná foi criada em Nova Esperança, no noroeste do Estado, a Cooperativa dos Produtores de Artesanato em Seda – Artisans Brasil. Esta cooperativa, formada por 40 mulheres moradoras da área rural de Nova Esperança, exporta cachecóis e outros artigos artesanais de seda para a rede de comércio justo Artisans Du Monde, na França”.

“Atualmente o comércio justo é um movimento internacional em franco crescimento na busca de garantias de que os produtores dos países em desenvolvimento consigam um tratamento justo. Isto implica que eles devem receber pelo seu produto um preço que garanta uma renda digna e contribua para a aquisição de conhecimentos e habilidades que proporcionem novas oportunidades de obtenção de renda”. O Projeto Vale da Seda é desenvolvido pelo Instituto Vale da Seda e pela empresa Bisa Overseas na Incubadora Tecnológica de Maringá. A Incubadora foi formada por meio de um convênio entre diversas entidades civis e governamentais, entre elas, a UEM. A Incubadora está instalada no câmpus da UEM, no bloco 14, e nos antigos armazéns do IBC.

Texto e foto: UEM/ASC

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