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15 de dezembro de 2017

11:28

Três suspeitos da morte de motorista de Uber são presos

Publicado em 29 de setembro de 2017

tigre

Duas mulheres e um homem foram presos por policiais do Tático Integrado Grupos de Repressão Especial (Tigre), unidade de elite da Polícia Civil, acusados de envolvimento na morte do motorista de Uber, Alex Srour Ribeiro, de 28 anos. A investigação ainda está em curso e a suspeita é de que outras três pessoas tenham participação no crime – entre elas um adolescente.

Ribeiro foi morto no último dia 26 após atender uma solicitação no aplicativo Uber. Ao chegar no local, no Bairro Alto, em Curitiba, os suspeitos teriam entrado no carro e dado voz de assalto. A investigação aponta que após tentar reagir, a vítima foi amarrada e depois morta. O corpo do motorista foi encontrado no dia seguinte em meio a um matagal, com as mãos e pés amarrados, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba.

O delegado-titular do TIGRE, Luiz Fernando Artigas, afirmou que, inicialmente, os policiais atuaram no caso pela suspeita de se tratar de um sequestro, mas quando o corpo foi encontrado as diligências apontaram para o crime de latrocínio – roubo seguido de morte.

De posse de informações repassadas pelo aplicativo, os policiais do Tigre chegaram até a casa de Everton Marcelo Fonseca Patek, de 21 anos. Foi de lá que partiu a solicitação do Uber. A suspeita é de que os criminosos se reuniram na casa de Patek para planejar o roubo e para lá retornaram após o crime. Na casa dele, os policiais apreenderam um simulacro, que estava embaixo do travesseiro, e um martelo. A suspeita é de que um simulacro tenha sido usado na hora de anunciar o assalto e o martelo para desferir golpes contra a vítima. “Estamos encaminhando o martelo para a perícia”, disse Artigas.

Depois disso, os policiais chegaram até Rose Aparecida Martins, de 47 anos. Foi do aplicativo instalado no celular dela que partiu o chamado do Uber. “A intenção deles era roubar o carro. Independente de quem fosse o motorista”, explicou o delegado. Rose é mãe de Maicon Martins Carvalho – suspeito de ser o mentor intelectual do crime. Carvalho já foi preso pelos crimes de roubo, tráfico de drogas e receptação.

Francielle Ferreira Bonfim, de 31 anos, era quem estava com o aparelho celular de Ribeiro. Ela é namorada de Carvalho. “Recuperamos o celular da vítima que estava de posse da Francielle. Ela não teve sequer o cuidado de apagar os vídeos da vítima”, disse Artigas.

O delegado do Tigre explica que inicialmente o plano era atrair o motorista do Uber para roubar o veículo. “A informação que temos é que a vítima teria reagido e eles perderam a mão, culminando com a morte do motorista”. De acordo com a investigação, o carro de Ribeiro teria sido vendido por R$ 1,3 mil.

A polícia suspeita ainda da participação de duas pessoas: de um adolescente, que não teve o nome divulgado para não atrapalhar as investigações, e de Marcelo Henrique de Oliveira Prestes, de 19 anos, vulgo “Marcelo Gordo”. O Tigre pede para quem tiver informações sobre o paradeiro de Maicon Martins Carvalho e Marcelo Henrique de Oliveira Prestes entre em contato pelo telefone (41) 3270-1950. Os presos responderão pelo crime de latrocínio e se condenados podem pegar até 30 anos de prisão.

Texto e foto: SESP PR

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Jornalista formado em 2002 pelas Faculdades Maringá, com especialização em Comunicação e Educação. Já foi correspondente regional da Gazeta do Povo, trabalhou no O Diário (de Maringá), rádio CBN Maringá, coordena o projeto cultural Zombilly, entre outros.

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