Setor automotivo tem alta nacional, mas cautela local

carro01As associações do setor automotivo comemoram os bons resultados do primeiro trimestre de 2017, especialmente em março. Tanto a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) como a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgaram essa semana números positivos tantos na produção quanto na venda de veículos. O setor aponta em março uma alta nas vendas de 6,1% em relação a março do ano passado, sendo 38% de emplacamentos a mais que em fevereiro desse ano.

Apesar do parcial crescimento, o quadro não á animador em todas as regiões. Enquanto o setor automotivo acompanha outros segmentos com crescimento moderado, a situação é encarada com cautela em Cianorte. “Não tivemos aumento nas vendas por aqui”, comenta o proprietário da Ciatec, Eugênio Carraro Junior. “Devemos manter estável esse ano e crescimento deve acontecer somente em 2018”.

Ele informa que a sua loja tem um bom estoque com variedade de escolha de modelos para clientes. Um dos destaques é o Chevrolet Cruize 2017 a partir de R$ 89 mil dependendo do modelo. Junior informa que vai reformar a loja esse ano para ter mais atrativos para os clientes. E que nem os resultados da super safra de grãos do Paraná deve influenciar para aumentar as vendas de carros em Cianorte e região.

NÚMEROS – O motivo da empolgação das associações é que o setor só vinha registrando queda nas vendas nos meses consecutivos. Mas março teve uma fabricação de 18% a mais que no mesmo mês do ano passado, sendo 234,7 mil unidades saindo das fábricas. As vendas internas também foram positivas no mês passado, somando 189,1 mil veículos vendidos, sendo 6,1% em relação a março de 2016.

O automotivo emprega 121 mil trabalhadores. Mas nem os últimos dados positivos influenciam na abertura de novas vagas de trabalho, já que as fábricas operam com uma media de 50% de ociosidade, além das demissões que ocorreram do ano passado até esse ano. A expectativa do setor é que possa retomar as contratações gradativamente se as vendas continuarem a aumentar. Já que a exportação também acena para crescer novamente.

Texto: Andye Iore / Folha de Cianorte

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