Seminário discute estratégias para prevenção da leishmaniose


A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta terça e quarta-feira (11 e 12) o I Seminário Paranaense de Vigilância de Leishmanioses. O principal objetivo do encontro é discutir e articular estratégias entre profissionais e agentes da epidemiologia e vigilância ambiental no combate às leishmanioses. Participam do encontro cerca de 100 representantes e profissionais das 22 Regionais de Saúde e municípios do Estado.

O secretário estadual da Saúde, Antônio Carlos Nardi, reforçou o papel da vigilância ambiental e epidemiológica para controle dos vetores de transmissão da leishmaniose. Ele também destacou a importância das ações do Governo do Estado na atenção à saúde.

“Vejo as capacitações como uma oportunidade, não apenas de crescimento profissional, mas de fortalecimento do atendimento à população. Estamos trabalhando ativamente para garantir a qualidade de vida dos paranaenses. Por isso, incentivar todos aqueles que trabalham na saúde é estimular o cuidado e a proteção em todo Paraná”, disse o secretário.

A chefe do Centro de Vigilância Ambiental, Ivana Belmonte, explica que o intuito do encontro é capacitar os profissionais para atuar em campo na investigação dos casos de leishmaniose, tomando as medidas necessárias para evitar a dispersão da doença e trabalhando com a população em medidas de educação e saúde.

“Outro ponto importante na nossa discussão é a redução da letalidade e morbidade, compreendendo as ações de organização de atendimento, qualidade da assistência e divulgação dos protocolos de atendimento”, ressaltou Ivana. A chefe do centro destacou ainda a importância da troca de experiências entre as equipes de profissionais. Para ela, o compartilhamento das vivências dos profissionais valoriza o evento.

LEISHMANIOSE

Transmitida pelo mosquito-palha, a leishmaniose afeta humanos e animais, como cães, gatos e ratos. Em zonas rurais, vacas, bois e cavalos são os principais receptores da doença, que tem dois tipos de apresentação.

“A leishmaniose visceral é uma doença de evolução grave e com alta taxa de letalidade. Já a leishmaniose tegumentar é endêmica e afeta determinada área. No Paraná, com exceção das regionais de Paranaguá e União da Vitória, todas as outras apresentam casos de leishmaniose tegumentar”, disse Ivana.

Entre 2014 e 2018, houve aumento nos casos da doença do tipo visceral, passando de dois para nove infectados. Em contrapartida, no mesmo período, houve queda de 59% nos casos de leishmaniose tegumentar, com redução de 400 para 164 confirmações.

A superintendente em Vigilância em Saúde, Júlia Cordellini, alerta para a prevenção e o cuidado com a leishmaniose. “Como vigilância, nosso trabalho é estar preparado para atender e passar todas as informações necessárias para a população. Reforçamos que todos estejam atentos para combater a proliferação do transmissor da leishmaniose”, destaca Cordellini.

O mosquito-palha se reproduz em ambientes úmidos onde há muito material orgânico, um composto de restos vegetais e de animais. A limpeza e a eliminação correta do lixo são fundamentais. Também é recomendado o uso de inseticidas, repelentes e telas em portas e janelas.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná / Imagem Ilustrativa

Compartilhe: