Sanepar usa aterro de Cianorte para capacitação

02

O vice-presidente do Comitê Técnico e Científico da Associação Internacional de Resíduos Sólidos (ISWA, na sigla em inglês), Luis Marinheiro, visitou na semana passada em Cianorte,  o aterro municipal operado pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Marinheiro é uma das maiores autoridades mundiais no tema de resíduos sólidos e um reconhecido consultor no setor.

Na passagem por Cianorte, ele também deu um curso para a equipe da Companhia que atua na gestão de aterros e resíduos sólidos. Participaram 20 técnicos, que conheceram práticas e o modo de gestão de aterros sanitários em Portugal, país de origem do vice-presidente. Durante a visita ao aterro, Marinheiro pôde observar como ele é operado e elogiou a Sanepar pelo desempenho em relação ao trabalho realizado com os resíduos sólidos.

A experiência portuguesa em relação ao lixo tem se destacado mundialmente. “Portugal é um ótimo exemplo na gestão dos resíduos sólidos, tendo acabado com todos os lixões e implantado um sistema eficiente, regulado e com tarifas justas”, explica o gerente da área de resíduos sólidos na Sanepar, Péricles Weber.

Marinheiro também ministrou em Curitiba uma oficina no “Workshop Técnico da Missão Internacional Paraná-Portugal: evolução, organização, planejamento e regulação do setor do saneamento e gestão de resíduos em Portugal”.

RESÍDUOS – Além dos serviços de água e esgoto, a Sanepar também atua na gestão de resíduos sólidos urbanos, operando os aterros sanitários de Cianorte, Apucarana e Cornélio Procópio.

O aterro sanitário de Cianorte foi o primeiro do Paraná a ter seu sistema de gestão ambiental certificado pela NBR ISO 14001:2004, concedida pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), e também foi o primeiro do Brasil a ser administrado por uma companhia estadual de saneamento, com processos sendo executados dentro do que preconizam as normas técnicas e ambientais. Além dos resíduos de Cianorte, esse aterro recebe, atualmente, resíduos sólidos urbanos das cidades de Indianópolis, Guaporema, São Tomé e Terra Boa, somando aproximadamente 20 mil toneladas ao ano.

Texto e foto: Ascom Sanepar

Compartilhe: