Safra 2018/2019 deverá atingir 37,2 milhões de tonelada

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (SEAB), divulgou nesta quarta-feira (24) os resultados parciais da safra de grãos 2018/2019. Em todo estado a safra de grãos deve atingir 37,2 milhões de toneladas, sendo que a estimativa é que o milho safrinha tenha uma das maiores produções da história.

De acordo com os dados divulgados pelo DERAL – Departamento de Economia Rural da SEAB – o volume equivale a um aumento de 5% em comparação com a safra 2017/2018.

Segundo o Chefe do Núcleo Regional da SEAB de Cianorte, Francisco Cascardo Neto, a safra seria ainda maior não fosse as perdas na soja, de 17%, e no trigo, ao redor de 16% da produção.

“A segunda safra de milho deverá alcançar produção de 13,7 milhões de toneladas, um aumento de 33% em relação ao que foi colhido no mesmo período do ano passado, cujo volume foi em torno de 9,1 milhões de toneladas.O clima foi favorável durante todo o desenvolvimento vegetativo e as geadas ocorridas no início de julho não provocaram impacto na cultura”, completa Cascardo.

MANDIOCA

Outra Cultura de muito interesse na região é a Mandioca, entretanto, os produtores paranaenses vem enfrentando problemas com a comercialização da mesma. Segundo o levantamento realizado pelo DERAL, a produção de mandioca aponta para uma colheita de 3,37 milhões de toneladas, 3% menor em relação ao ano passado.

Segundo o chefe do Núcleo Regional da SEAB de Cianorte o grande problema é a oferta de matéria-prima nas regiões produtoras do Nordeste que tem aumentado a cada semana. “ O Nordeste é a região mais consumidora do país e, devido a boa produção deste ano, a demanda está sendo atendida regionalmente. Ainda existe o fator de que o consumo teve uma queda em todo o país. A participação brasileira no mercado internacional de fécula não é expressiva, e isto faz com que os preços tenham uma acentuada queda, baixando de R$ 476,00 a tonelada comercializada em julho de 2018 para R$ 328,00 a tonelada que corresponde a média comercializada em julho deste ano”. destaca Cascardo

O Chefe do Núcleo Regional da SEAB, também destaca que “a safra ainda se encontra com cerca de 50% colhida, e o mercado aguarda a intervenção governamental sob a forma das Aquisições do Governo Federal (AGF), o anúncio de novos mecanismos de comercialização de raiz de mandioca, como o de Contrato Privado de Opção de Venda (PROP), por exemplo, podem amenizar a situação” conclui.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Núcleo Regional da SEAB de Cianorte

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