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17 de outubro de 2017

2:40

Qualidade e preço das roupas compensam “perrengues”

Publicado em 3 de outubro de 2017

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Imagine uma viagem de aproximadamente 2,4 mil quilômetros que dura 36 horas. Pode acreditar que tem gente que faz esse percurso para comprar roupas em Cianorte. Passar um dia e meio na estrada não é o pior para quem, por exemplo, sai de Rondônia buscando roupas de qualidade e bons preços para revender. Ainda tem a saudade da família, o perigo nas rodovias, alimentação improvisada, a correria de passar dois dias visitando lojas e carregando sacolas pesadas com as compras.

A rotina de quem vive na estrada comprando roupas para vender em sua cidade não é das mais fáceis. “Ainda tem gente que mora onde não tem asfalto e precisa viajar de van até chegar onde é a saída do ônibus”, comenta a funcionária do Departamento Comercial do Shopping Nabhan, Mileide de Fernandes Carvalho, sobre os clientes mais distantes.
Ela tem nove anos de experiência no segmento e revela que os shoppings atacadistas de Cianorte fazem um trabalho de resgatar clientes. Aqueles que compravam na cidade e ultimamente estão indo em outros polos regionais de confecção.

A comerciante Sandra Mara, encarou essa semana uma viagem desde Campo Grande (MS), em quase 600 quilômetros e aproximadamente nove horas. Nem o cansaço a desanimou a andar pelos corredores dos shoppings e sair com o carrinho lotado de roupas de modinha feminina. Rotina que ela faz há oito anos.

Já a lojista Guiomar Giaretta saiu de Santo Antônio do Sudoeste, na fronteira com a Argentina, levando 7 horas de viagem. Ela alterna com rotas para São Paulo para renovar seu estoque, num trabalho e viagens há 15 anos. Entre as situações que a incomodam estão viajar à noite e ficar longe da família.

Até o operador de turismo Paulo Rogério Spiagiari (foto acima), 57 anos, tem muito trabalho com os grupos que traz para Cianorte. Quem pensa que o guia ou coordenador da viagem fica sossegado enquanto os clientes compram, não imagina a correria que é. “Eu faço trocas de roupas para quem veio na viagem anterior e até levo produtos para quem não pode vir na viagem”, comenta enquanto empurra um carrinho cheio de sacolas para guardar no bagageiro de um ônibus.

NOVIDADES – A Associação das Indústrias de Confecções e do Vestuário de Cianorte (Asconveste) está de presidente novo. Reassume a associação o empresário  Marcio Alves Ferreira, que já presidiu entre 2013 e 2015. “Eu acho que a crise é mais política e econômica”, avalia a atual situação brasileira com otimismo. “Há lojas e marcas em Cianorte com crescimento entre 10 e 20% em relação ao ano passado”.
Ferreira comenta baseado no movimento dos shoppings locais e nas iniciativas dos empresários para atrair mais clientes de longe. Para ele, quem apostou no trabalho e investiu em mais e novos produtos, está vendendo porque há quem queira comprar.

APOIO – A prefeitura de Cianorte é uma parceira importante na manutenção das campanhas do Vestuário. O prefeito Claudemir Bongiorno, junto com deputado estadual Jonas Guimarães, faz reuniões com governador Beto Richa tentando benefícios como redução ou isenção de impostos para o setor. E também aumentou repasse de verbas anuais. “Temos aqui em Cianorte uma qualidade de fabricação que é inigualável”, cita Bongiorno sobre a vantagem tecnológica das marcas locais relacionada com preço acessível.

Já o vice-prefeito Beto Nabhan, que também é empresário e presidente do Sindicato do Vestuário de Cianorte, aponta que o setor reforçou as ações na midia como lançamento de uma revista impressa e campanha na televisão. E também conversa com Maringá numa integração regional, como acontece em outros pólos de confecção em São Paulo, Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Sul. “Estamos sempre conversando sobre novas ideias, tecnologias e o nosso planejamento”, comenta.

AÇÕES – Entre as novidades em ações no Vestuário em Cianorte estão um trabalho em cima de uma pesquisa feita com o Sebrae entre abril e maio desse ano, buscar mais clientes em regiões que não frequentam Cianorte, contratar mais guias, fazer palestras para profissionais locais, entre outras situações.

Dificuldades viram piadas depois

cliemtes01A campo-grandense Sandra Mara (à direita na foto) lembra de uma viagem que fez que quando chegou na cidade não tinha mais vagas nos hotéis e pousadas. Colocaram um colchão no chão para ela dormir e quando ela foi deitar viu uma barata passando. “Eu levantei correndo e fui deitar em outro lugar”, lembra com risadas sobre a situação improvisada.

Já a paranaense Guiomar Giaretta (à esquerda na foto) lembra que já passou por poucas e boas nas viagens. Já ficou em ônibus quebrado na estrada, ficou sem lugar para dormir à noite e até teve que dividir quarto com pessoas desconhecidas. Tudo lembrado hoje como se fosse uma divertida aventura que no final deu tudo certo. E faz com que ela volte para a região há 15 anos para comprar.

Hoje os shoppings atacadistas e associações do vestuário em Cianorte tem muita atenção com os clientes. São oferecidos transporte na cidade, alimentação e hospedagem. Cada shopping tem o cadastro dos grupos que chegam na cidade e aqueles que indicam comprar, recebem os benefícios gratuitos.

CIANORTE
79,5 mil habitantes

VESTUÁRIO
450 indústrias
600 marcas
15 mil empregos diretos

CENTROS DE COMPRAS
Rua da Moda
Master Shopping
Nabhan Cia Fashion
Paraná Moda Park

Texto e fotos: Andye Iore / Folha de Cianorte

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About the author /


Jornalista formado em 2002 pelas Faculdades Maringá, com especialização em Comunicação e Educação. Já foi correspondente regional da Gazeta do Povo, trabalhou no O Diário (de Maringá), rádio CBN Maringá, coordena o projeto cultural Zombilly, entre outros.

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