Professora Anelise Guadagnin Dalberto utiliza a tribuna livre da Câmara Municipal

Na sessão ordinária desta segunda-feira (26) – conforme solicitação e com base no artigo 253 do Regimento Interno da Câmara – utilizou a tribuna livre a professora da Universidade Estadual de Maringá – Campus Regional Cianorte (UEM-CRC) e representante da instituição no Conselho de Planejamento e Gestão Territorial, Anelise Guadagnin Dalberto, a fim de mostrar seus estudos – no âmbito de mestrado em Engenharia Urbana – sobre o planejamento do traçado urbano de Cianorte (planejamento original e atual), bem como esclarecimentos sobre as características do projeto urbanístico do município.

De acordo com a professora, no projeto original Cianorte teria 100 mil habitantes e seria uma cidade jardim inglesa. “A cidade jardim são cidades centrais, que seriam rodeadas por cidades menores e as pessoas morariam em lugares mais próximos do campo e não em lugares com muitas indústrias ou poluição. Cianorte seria a maior de outras três cidades-polo (Maringá, Umuarama e Londrina) – que distam 100km uma da outra – tanto que recebeu o nome da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, mas devido à crise do café, a cidade não se desenvolveu o tanto que eles esperavam, após a crise voltou a desenvolver, porém, não no mesmo ritmo “, explica a professora

Ainda segundo a especialista, a importância de Cianorte se dá com sua identidade implantada pelo seu urbanista Jorge de Macedo Lima. “Cianorte tem características muito especiais como, por exemplo, a praça principal estar alinhada com a estação ferroviária e a área industrial perto da estação ferroviária para facilitar o escoamento da produção e a área verde que circunda a cidade, igual a cidade inglesa de Letchworth. Maringá e Cianorte tem as mesmas características, por serem projetadas pelo mesmo urbanista. Assim, tanto Cianorte como Maringá, bem como Águas de Lindóia (SP) estão catalogadas como cidades jardim em museus ingleses”, destaca.

Contudo, Anelise ressalta que há áreas em que o município não teve a malha original implantada e, nas áreas sem a implantação, houve a ocupação mais tarde de forma diferente. “Não conseguimos reter esse processo, entretanto podemos garantir que as áreas em expansão, hoje, tenham a mesma qualidade do centro original da cidade. Portanto, precisamos que a população acompanhe todas as discussões e participe das audiências do novo Plano Diretor de Cianorte”, finaliza.

Para mais esclarecimentos, a professora deixou o e-mail: agdalberto2@uem.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Câmara Municipal de Cianorte / Foto: Diego Fernando Laska

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