Produtor de Indianópolis aumenta área de plantio de abacaxi vendo a cultura como um “bom negócio”

No município de Indianópolis, o Instituto Emater e a Prefeitura Municipal têm incentivado os produtores da região a diversificar a produção nas propriedades, como forma de aumentar a renda dos agricultores familiares. As preferências de diversificação no município são: olericultura, bovinocultura de leite e de corte, avicultura, mandiocultura e também a fruticultura.

O produtor Wendel Callegari Francisco, pensando na diversificação, resolveu apostar na cultura do abacaxi em sua propriedade de 9,68 hectares. Callegari, além de criar gado de corte, cultiva 6.000 m2 da cultura, e notando bons resultados e mercado favorável para a fruta na região (visto que não vence a demanda), está agora dobrando o tamanho de sua área de plantio. A nova área de possibilita mais 22.000 mudas da fruta.

Édio Antonio Orben, extensionista do Instituto Emater, é o responsável pela prestação de assistência técnica ao produtor. Orben comenta que Callegari é um produtor bastante tecnificado, e que recentemente participaram juntos do “9º Encontro sobre a Cultura do Abacaxi”, que aconteceu no município de Santa Isabel do Ivaí. A participação no encontro foi para acompanhar melhor os entraves que normalmente ocorrem na área da fruticultura, como por exemplo problemas na hora da comercialização, por falta de associações e cooperativas.

Por enquanto Callegari está produzindo sozinho em Indianápolis, e não encontra problemas para comercializar, mas já está consciente que a partir do momento que mais produtores entrarem na atividade será necessário organização através de uma cooperativa.

A produção prevista na área que já está em início de produção deve chegar a 20.000 kg, alcançando os 40.000 kg com o novo plantio. O valor atual por unidade de abacaxi está em torno de R$ 2,50, o que trará bom retorno financeiro para o produtor.

Segundo Roberto Corredato, gerente regional do Instituto Emater de Cianorte, a região apresenta condições edafoclimáticas favoráveis para o desenvolvimento da cultura, e a comercialização apresenta grande potencial na própria região, já que atualmente o comércio regional importa a fruta de outras regiões para consumo local, inclusive de fora do Paraná.

Fonte: Emater Paraná

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