Pesquisa aborda uso de telefone celular por crianças

pesquisa-cel01O uso de tecnologia em sala de aula colabora para facilitar o acesso a conteúdos mais recentes e também oferece mais ferramentas para os professores. Por outro lado, também pode atrapalhar o desempenho dos alunos, já que é comum ficar mandando mensagem ou acessando outros conteúdos que não o da disciplina de aula.

A questão é polêmica e vai muito para outros aspectos ainda. Como, por exemplo, a desatualização profissional dos professores que, muitas vezes, mal sabem ligar os aparelhos tecnológicos que tem à sua disposição.

A professora cianortense de Sociologia da Unipar, Aparecida Oneide de Almeida Silva (foto abaixo), se dedicou à uma pesquisa sobre essas questões que durou pouco mais de um ano. “Não sei viver sem meu celular – os celulares redefinindo dinâmicas e papeis sociais das novas crianças” é uma dissertação de Mestrado em Ciências Sociais apresentada em abril desse ano na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A pesquisa abordou 11 crianças com idades entre nove e 12 anos de Cianorte e Paranavaí por 13 meses. “A maioria das crianças prefere o celular aos computadores, notebooks ou tablets”, explicou a professora pesquisadora. “Isso porque é fácil de levar para qualquer lugar, dá para guardar no bolso e tendo acesso à internet, podem acessar as redes sociais em qualquer lugar e momento”.

O estudo faz uma relação entre Comunicação, Educação e Tecnologia e como o consumismo influencia as crianças no seu convívio familiar e social. A pesquisa rendeu ainda a publicação de dois artigos da professora cianortense num congresso internacional realizado em Salvador (BA) em outubro do ano passado.

pesquisa-cel02O trabalho acadêmico analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Organização das Nações Unidas (ONU), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre outros que apontam o mundo tem o mesmo número de linhas telefônicas que de habitantes, em torno de 7 bilhões.
E também que o Brasil tem 275,7 milhões de telefones celulares para uma população de 202,8 milhões de pessoas. E que 52,5 milhões usam o telefone celular para acessar a internet.

As crianças que usam o telefone celular estão cada vez mais isoladas nas relações familiares. Antes, os computadores eram instalados nas casas em locais de acesso comum para os moradores. Depois passaram a ficar nos quartos para uso privado e agora esse hábito está ainda mais intimista com telefone celular sendo o objeto e ficando ainda mais restrito, nos bolsos das roupas.

Com isso, os pais estão cada vez “por fora” das conversas e hábitos de seus filhos, Com esse distanciamento aumentando ainda mais quando há uso de aplicativos que os pais nem fazem ideia de como funcionam e para que servem. Isso faz com que o aparelho de telefone celular vá muito além de sua função original que seria para uma comunicação interpessoal.

Professores de Cianorte estão ligados na tecnologia

O uso de tecnologia em sala de aula é recomendação antiga para as grades curriculares. Em Cianorte os educadores estão ligados nisso, seja do ensino infantil ao superior. A professora Vanessa Gonçalves Pires Giardineti recebe mais de 400 alunos do pré ao quinto ano, entre 5 e 11 anos, no laboratório de informática. O trabalho é feito na escola municipal Castro Alves há mais de três anos, sendo que ela está há um ano na atividade. “São atividades extra classe como jogos educativos e contas matemáticas”, explica Vanessa Pires.

Ela diz que, no geral, as crianças se interessam muito em usar o computador na escola. E, para evitar a distração, ela orienta que quem conseguir completar a atividade, terá um tempo livre no final para brincar em jogos educativos.

Já no campus cianortense da Universidade Estadual de Maringá (UEM) o professor Marco Antônio Bisca Miguel dá suas aulas para as turmas do segundo, terceiro e quarto ano de Ciências Contábeis usando data show, vídeo e e-mails. Ele usa a tecnologia em sala de aula há oito anos, sendo três na UEM. “Isso agiliza a aula e ganhamos mais tempo para os exercícios”, justifica.

O professor universitário conta com a colaboração dos alunos nas aulas para evitar a perda de foco na aula pelos alunos que ficam na internet pelo telefone celular. “São todos adultos e responsáveis e cada um sabe o que faz”, considera, já que hoje é quase impossível controlar isso porque quase todos os alunos tem smartphone com acesso à internet.

Texto: Andye Iore / Fotos: Andye Iore e imagem ilustrativa

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Pesquisa aborda uso de telefone celular por crianças

pesquisa-cel01O uso de tecnologia em sala de aula colabora para facilitar o acesso a conteúdos mais recentes e também oferece mais ferramentas para os professores. Por outro lado, também pode atrapalhar o desempenho dos alunos, já que é comum ficar mandando mensagem ou acessando outros conteúdos que não o da disciplina de aula.

A questão é polêmica e vai muito para outros aspectos ainda. Como, por exemplo, a desatualização profissional dos professores que, muitas vezes, mal sabem ligar os aparelhos tecnológicos que tem à sua disposição.

A professora cianortense de Sociologia da Unipar, Aparecida Oneide de Almeida Silva (foto abaixo), se dedicou à uma pesquisa sobre essas questões que durou pouco mais de um ano. “Não sei viver sem meu celular – os celulares redefinindo dinâmicas e papeis sociais das novas crianças” é uma dissertação de Mestrado em Ciências Sociais apresentada em abril desse ano na Universidade Estadual de Maringá (UEM).

A pesquisa abordou 11 crianças com idades entre nove e 12 anos de Cianorte e Paranavaí por 13 meses. “A maioria das crianças prefere o celular aos computadores, notebooks ou tablets”, explicou a professora pesquisadora. “Isso porque é fácil de levar para qualquer lugar, dá para guardar no bolso e tendo acesso à internet, podem acessar as redes sociais em qualquer lugar e momento”.

O estudo faz uma relação entre Comunicação, Educação e Tecnologia e como o consumismo influencia as crianças no seu convívio familiar e social. A pesquisa rendeu ainda a publicação de dois artigos da professora cianortense num congresso internacional realizado em Salvador (BA) em outubro do ano passado.

pesquisa-cel02O trabalho acadêmico analisou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Organização das Nações Unidas (ONU), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre outros que apontam o mundo tem o mesmo número de linhas telefônicas que de habitantes, em torno de 7 bilhões.
E também que o Brasil tem 275,7 milhões de telefones celulares para uma população de 202,8 milhões de pessoas. E que 52,5 milhões usam o telefone celular para acessar a internet.

As crianças que usam o telefone celular estão cada vez mais isoladas nas relações familiares. Antes, os computadores eram instalados nas casas em locais de acesso comum para os moradores. Depois passaram a ficar nos quartos para uso privado e agora esse hábito está ainda mais intimista com telefone celular sendo o objeto e ficando ainda mais restrito, nos bolsos das roupas.

Com isso, os pais estão cada vez “por fora” das conversas e hábitos de seus filhos, Com esse distanciamento aumentando ainda mais quando há uso de aplicativos que os pais nem fazem ideia de como funcionam e para que servem. Isso faz com que o aparelho de telefone celular vá muito além de sua função original que seria para uma comunicação interpessoal.

Professores de Cianorte estão ligados na tecnologia

O uso de tecnologia em sala de aula é recomendação antiga para as grades curriculares. Em Cianorte os educadores estão ligados nisso, seja do ensino infantil ao superior. A professora Vanessa Gonçalves Pires Giardineti recebe mais de 400 alunos do pré ao quinto ano, entre 5 e 11 anos, no laboratório de informática. O trabalho é feito na escola municipal Castro Alves há mais de três anos, sendo que ela está há um ano na atividade. “São atividades extra classe como jogos educativos e contas matemáticas”, explica Vanessa Pires.

Ela diz que, no geral, as crianças se interessam muito em usar o computador na escola. E, para evitar a distração, ela orienta que quem conseguir completar a atividade, terá um tempo livre no final para brincar em jogos educativos.

Já no campus cianortense da Universidade Estadual de Maringá (UEM) o professor Marco Antônio Bisca Miguel dá suas aulas para as turmas do segundo, terceiro e quarto ano de Ciências Contábeis usando data show, vídeo e e-mails. Ele usa a tecnologia em sala de aula há oito anos, sendo três na UEM. “Isso agiliza a aula e ganhamos mais tempo para os exercícios”, justifica.

O professor universitário conta com a colaboração dos alunos nas aulas para evitar a perda de foco na aula pelos alunos que ficam na internet pelo telefone celular. “São todos adultos e responsáveis e cada um sabe o que faz”, considera, já que hoje é quase impossível controlar isso porque quase todos os alunos tem smartphone com acesso à internet.

Texto: Andye Iore / Fotos: Andye Iore e imagem ilustrativa

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