Pecuaristas devem vacinar rebanho contra febre aftosa

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Durante este mês de maio, os pecuaristas paranaenses devem vacinar o rebanho bovino com até de 24 meses de idade contra a febre aftosa. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), no estado mais de quatro milhões de cabeças de gado e búfalos devem ser imunizadas nesta primeira etapa da Campanha de 2015.

Vale destacar que esta pode ser a última campanha de vacinação contra a doença no Paraná, isto porque o estado busca reconhecimento de área livre sem vacinação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Se conseguir, vai suspender a vacina na etapa que normalmente ocorre em novembro e buscar esse mesmo status diante da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado, o processo junto ao Mapa foi anunciado há um mês. Já o reconhecimento junto à OIE tende a levar alguns anos. O estado estava exatamente nesta fase quando registrou suspeita de aftosa, dez anos atrás, após confirmação da doença no Mato Grosso do Sul. Dezenas de países suspenderam a importação de carne bovina paranaense, que até hoje é destinada basicamente para o mercado interno.

O processo de reconhecimento do status de área livre sem vacinação e, automaticamente, a última campanha de vacinação, se tornaram essenciais para a abertura de novos mercados, de acordo com o governo do estado. Para alcançar reconhecimento do Mapa, o estado precisa fazer uma série de ajustes. Os principais são a estruturação de postos de controle do transporte de animais nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul e a contratação de 179 servidores para a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar).

Caso obtenha o reconhecimento, o comércio de carne bovina paranaense pode abrir novos mercados. Atualmente, apenas Santa Catarina detém o status sanitário de área livre sem vacina no Brasil. 

MULTA – A comprovação on-line da venda de vacinas pelos distribuidores pode ser feita no site da Adapar. O governo também cobra comprovação da aplicação das doses dos pecuaristas, bem como cadastro do rebanho. O prazo para comprovação termina em 31 de maio, mesmo limite para aplicação das vacinas, e pode ser feito em Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (Ulsas).

Na última campanha, realizada em novembro, quando era dever vacinar todo o rebanho, 93% de um total de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos foram imunizados. Agora, a expectativa é pelo menos manter esse índice. Não precisam ser vacinados animais de até 24 meses que serão abatidos até 31 de julho.

Desde novembro, a multa é por produtor que não vacina o rebanho. Nas propriedades com até 10 animais, chega a R$ 750. Isso mesmo que apenas um boi não seja vacinado. Até maio do ano passado, a multa era por animal.

REGIÃO – Na campanha de vacinação de 2014, de acordo com os dados levantados pela Adapar, mais de 234 mil animais foram vacinados na região da Associação de Municípios do Médio Noroeste do Paraná (Amenorte). Os maiores rebanhos estão concentrados em Cianorte, Tapejara, Tuneiras do Oeste e Cidade Gaúcha, como pode ser visto na tabela.

 Texto : Juliano Secolo com informações da Agência Estadual de Notícias / Foto: Adapar

 

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Pecuaristas devem vacinar rebanho contra febre aftosa

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Durante este mês de maio, os pecuaristas paranaenses devem vacinar o rebanho bovino com até de 24 meses de idade contra a febre aftosa. Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), no estado mais de quatro milhões de cabeças de gado e búfalos devem ser imunizadas nesta primeira etapa da Campanha de 2015.

Vale destacar que esta pode ser a última campanha de vacinação contra a doença no Paraná, isto porque o estado busca reconhecimento de área livre sem vacinação junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Se conseguir, vai suspender a vacina na etapa que normalmente ocorre em novembro e buscar esse mesmo status diante da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Segundo a Secretaria de Agricultura do Estado, o processo junto ao Mapa foi anunciado há um mês. Já o reconhecimento junto à OIE tende a levar alguns anos. O estado estava exatamente nesta fase quando registrou suspeita de aftosa, dez anos atrás, após confirmação da doença no Mato Grosso do Sul. Dezenas de países suspenderam a importação de carne bovina paranaense, que até hoje é destinada basicamente para o mercado interno.

O processo de reconhecimento do status de área livre sem vacinação e, automaticamente, a última campanha de vacinação, se tornaram essenciais para a abertura de novos mercados, de acordo com o governo do estado. Para alcançar reconhecimento do Mapa, o estado precisa fazer uma série de ajustes. Os principais são a estruturação de postos de controle do transporte de animais nas divisas com São Paulo e Mato Grosso do Sul e a contratação de 179 servidores para a Agência de Defesa Agropecuária (Adapar).

Caso obtenha o reconhecimento, o comércio de carne bovina paranaense pode abrir novos mercados. Atualmente, apenas Santa Catarina detém o status sanitário de área livre sem vacina no Brasil. 

MULTA – A comprovação on-line da venda de vacinas pelos distribuidores pode ser feita no site da Adapar. O governo também cobra comprovação da aplicação das doses dos pecuaristas, bem como cadastro do rebanho. O prazo para comprovação termina em 31 de maio, mesmo limite para aplicação das vacinas, e pode ser feito em Unidades Locais de Sanidade Agropecuária (Ulsas).

Na última campanha, realizada em novembro, quando era dever vacinar todo o rebanho, 93% de um total de 9,2 milhões de bovinos e bubalinos foram imunizados. Agora, a expectativa é pelo menos manter esse índice. Não precisam ser vacinados animais de até 24 meses que serão abatidos até 31 de julho.

Desde novembro, a multa é por produtor que não vacina o rebanho. Nas propriedades com até 10 animais, chega a R$ 750. Isso mesmo que apenas um boi não seja vacinado. Até maio do ano passado, a multa era por animal.

REGIÃO – Na campanha de vacinação de 2014, de acordo com os dados levantados pela Adapar, mais de 234 mil animais foram vacinados na região da Associação de Municípios do Médio Noroeste do Paraná (Amenorte). Os maiores rebanhos estão concentrados em Cianorte, Tapejara, Tuneiras do Oeste e Cidade Gaúcha, como pode ser visto na tabela.

 Texto : Juliano Secolo com informações da Agência Estadual de Notícias / Foto: Adapar

 

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