O Brasil que Eu Quero Para Mim…

Não quero ser saudosista, mas, inegavelmente, é o passado que constrói a nossa história. Raramente, ouvia pronunciar a palavra “corrupto”, mas, somente nos programas humorísticos do Jô Soares. Hoje este adjetivo faz parte do vocabulário coloquial de qualquer brasileiro. Mudaram os costumes, mudaram os hábitos e o respeito moral não foi conservado e isto começa preferencialmente, na família e continua nas escolas.

Há tempo baniram do currículo escolar as disciplinas de Educação Moral e Cívica e a chamada OSPB – Organização Social e Política do Brasil. E como faz falta o conteúdo destas disciplinas nos currículos da criança desde as primeiras séries do ensino fundamental! Lecionei muito tempo estas matérias, assim como outros eméritos professores como Wilma Kobayashi Mesquita, Irene Gimenes Praxedes, Vera Miriam Varella Costa, Antonio Momesso, Helena Cioffi, Alceu Brianese e Helena Ciofi (de saudosa lembrança) e que me perdoem os demais que me escapam da memória. Quando nossos alunos ouviam falar de Moral ensinávamos tudo o que pertence ao domínio do espírito do homem, que denota bons costumes, segundo as normas estabelecidas por um grupo social. Ensinávamos, educávamos era edificante! A Ética está dentro da Moral e os alunos aprendiam a se comportar, individual ou coletivamente, respeitando as relações sociais e respeitando cada conduta do homem. Os limites estavam presentes como mecanismos que cerceavam o mau comportamento, o pedido de desculpas estava presente em ato mal aceito pelos demais. Enfim, não éramos perfeitos e nem nossos alunos, mas, ensinávamos o caminho do comportamento onde um não pode entrar no caminho do outro sem a sua permissão. Resultou esta grande geração de pais de hoje, confio que tenham passado os mesmos princípios que aprenderam na escola, e que a liberdade individual não é absoluta. Junto aos princípios Morais aliávamos os princípios Cívicos; e levávamos o discente a ser uma pessoa bem-educada, cortês, civil e urbano. Os alunos eram chamados em fila diariamente antes do início das aulas , em filas, no pátio e lá recebiam os avisos do dia, e lá se entoava o Hino Nacional Brasileiro com a mão no peito. Ao passar pela Bandeira Brasileira hasteada abaixava-se a cabeça em sinal de respeito, pois, quem respeita o símbolo de sua Pátria, certamente também respeitará os seus parceiros. Não se falava de esquerda, nem direita, nem centro. O foco era o amor que queríamos despertar nos alunos em relação ao seu país. Ao se falar da Pátria se falava com respeito, cabeça baixa. Ninguém ousaria, nem o mais maldito dos homens a queimar a Bandeira Nacional em praça pública. O valor cívico estava integrado dentro dos costumes do cidadão como integrante do Estado Brasileiro.

A disciplina de OSPB abordava o organograma político brasileiro e como o Brasil era governado. Não controlávamos números, mas controlávamos as ações e os deveres de cada poder, que em separados, se integravam com o fim único: o bem estar do cidadão brasileiro.

É isto o que eu quero do meu Brasil no futuro! Como falar em 15 segundos, como pede a TV tudo isto que me passa pela memória e pelo meu coração? Nunca, jamais, em todos os anos que vivi, eu vi meu Brasil tão massacrado, tão espoliado, tão explorado por governantes de todos os poderes, legislativo judiciário e executivo.

Enquanto o Ministério da Educação perde seu tempo falando de gênero, sexo, homossexualidade nos currículos escolares, os alunos perdem seu tempo deixando de ser educados à luz da Bandeira Brasileira hasteada, que inspira, e sob o canto do Hino Nacional Brasileiro entoado ainda pelos homens que sobraram e ainda acreditam no Brasil.

Izaura Varella

Advogada e sobretudo, professora!

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