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17 de outubro de 2017

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Nova fábrica de discos vinil agita mercado brasileiro

Publicado em 19 de janeiro de 2016

fabrica-michel nath2A notícia pareceu a salvação para os fãs de discos de vinil. Circulou ontem (18) pela internet a informação que seria aberta uma fábrica de discos em São Paulo. Hoje mais reportagens ajudaram a aumentar a expectativa de bandas, artistas e colecionadores.

A Vinil Brasil deve começar a produzir discos ainda nesse semestre num galpão na Barra Funda. Das sete prensas, três estão em fase final
de revisão e reparos e logo começam os testes. O primeiro disco será o “Solarsoul”, projeto do musico e dono da fábrica, Michel Nath (foto), que vai usar sua produção para testar os equipamentos.
 
Só pelo fato de ter mais uma fábrica no Brasil já é algo muito positivo. A concorrência de mercado ajuda a ter preços mais justos, a melhorar o atendimento dos serviços, a diminuir o tempo de espera para receber o produto, entre outros aspectos. A até então única fábrica de discos de vinil no Brasil, a carioca Polysom, é vista com desaprovação por parte de colecionadores e bandas de rock que fazem orçamento. No catálogo, um disco nacional pode passar de R$ 60 o custo. Chegando a ser até mais caro que o custo de um disco importado.
 
Justamente por isso que a notícia da abertura de uma nova fábrica mexe tanto com o mercado e a cadeia, dos artistas aos clientes. O Projeto Zombilly bateu um papo com o dono da Vinil Brasil, Michel Nath, que comentou um pouco mais sobre essa “muvuca” on line sobre sua fábrica.
 
ZOMBILLY – Você tem noção do impacto que a Vinil Brasil trará para o mercado nacional?
MICHEL NATH
– Sim tenho noção e quero estimular o desenvolvimento do mercado de disco em todas as frentes. Produção, distribuição e tornar o disco mais acessível a todos!
 
Tem gente tratando a sua fabrica como a “salvação” dos colecionadores de vinil no Brasil. Como tem sido a reação e recepção para você?
Ótima. Tem muita gente realmente feliz com a fábrica e o número tende a aumentar.
 
Por que você acha que os discos da Polysom são tão caros? Você já sabe se os seus serão mais baratos?
Porque tudo é caro no Brasil. Sobre os preços deles, não posso responder por eles. Não sei como é a conta deles. Mas, fazer disco não é uma coisa tão barata, principalmente no Brasil. O meu esforço é o de promover o comercio justo. Meu disco não vai ser barato ou caro. Vai ter o preço justo. Fecho a conta, coloco uma margem de lucro que julgo honesta e coerente e é isso.
 
Você acredita que o vinil é um mercado que vai se reestabelecer novamente no Brasil? É um caminho sem volta?
Estou trabalhando para isso. Estimular a cena, gerar uma discografia e um legado cultural. Tornar o disco algo de qualidade sonora e mais acessível. Disco tem que parar de ser um hype pra quem tem grana e se tornar uma realidade pro apreciador de música. Sim veio pra ficar. A gente teve uma produção gigantesca, de milhões de copias, depois tudo parou. Radicalismos extremos. O lance agora é normalizar a coisa.
 
Texto: Andye Iore/Zombilly  /  Foto: Arquivo pessoal
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About the author /


Jornalista formado em 2002 pelas Faculdades Maringá, com especialização em Comunicação e Educação. Já foi correspondente regional da Gazeta do Povo, trabalhou no O Diário (de Maringá), rádio CBN Maringá, coordena o projeto cultural Zombilly, entre outros.

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