Missas de Cinzas abrem a Campanha da Fraternidade 2017

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Igrejas católicas de todo o país celebraram o ritual da missa de Quarta-feira de Cinzas, que abre o período penitencial da Quaresma e também a Campanha da Fraternidade de 2017, organizada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Neste ano a Campanha propõe uma reflexão e conscientização ambiental, tendo como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”. O objetivo é chamar a atenção dos fiéis para o descaso com o meio ambiente e o local em que vivemos.

Como destaca o Bispo da Diocese de Umuarama, Dom João Mamede Filho, a Campanha da Fraternidade quer fazer com que todos se unam numa única causa. “Uma única pessoa não pode mudar o mundo, mas se cada um fizer um pouco, logo todos serão muitos.”, ressaltou.

Na região de Cianorte a campanha será focada na conscientização da população, através das paróquias e seus organismos (pastorais, grupos, etc.), apresentando algumas ações como cobrar do poder público a recuperação das áreas degradas, cuidar das nascentes, dos rios e das áreas de preservação ambiental, incentivar o consumo de produtos agroecológicos e sustentáveis, entre outros.

Com o espírito da campanha, a Diocese também lançou o Projeto Ambiental da Diocese de Umuarama (PADU), que visa plantar mudas de árvores nativas e frutíferas em uma área demarcada no Centro Diocesano de Formação, pelos funcionários da Mitra Diocesana, árvores essas que terão placas indicando quem as plantou e serão cuidadas pelos mesmos.

Como ressalta o Bispo Diocesano o PADU: “É um ato simbólico e pequeno, sei que não resolveremos os problemas do mundo nem da nossa cidade, mas estamos fazendo a nossa parte e convidando a todos para que nos ajudem na causa também”.

RITO – Para os católicos, a Quarta-feira de Cinzas abre o tempo de penitência, chamado de Quaresma, que serve como preparação para a celebração da Páscoa. Nesta data, a Liturgia da Palavra proclama através do Evangelho que Cristo recomenda a oração, o jejum e a caridade como exercícios de conversão.

Desta forma, o rito da imposição das cinzas, demonstram um sinal de penitência no sentido de conversão, que consiste no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras.

As cinzas utilizadas no ritual são preparadas pela queima dos ramos utilizados na procissão no ano anterior, e lembram, portanto, o Cristo vitorioso sobre a morte. Assim, durante a cerimônia, os cristãos aceitam reconhecer sua condição de criaturas mortais e transformar-se em pó, ou seja, passar pela experiência da morte, a exemplo de Cristo, pela renúncia de si mesmos, participando também da vida que ressurge das cinzas.

Portanto, a imposição das cinzas não é um mero rito a ser repetido a cada ano. É a celebração da vocação do ser humano, chamado à imortalidade feliz, contanto que realize o mistério pascal de morte e vida em sua vida fraterna. (Com informações da Diocese de Umuarama e do Texto ” Viver o Ano Litúrgico – Reflexões para os domingos e solenidades”, de Frei Alberto Beckhauser, Editora Vozes)

Texto e foto: Juliano Secolo/Folha de Cianorte

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