Manejo regional previne avanço do greening

laranjaNa semana passada os cerca de 400 produtores de laranja vinculados à Cocamar, que cultivam 11,5 mil hectares de pomares nas regiões noroeste e norte do Estado, fizeram o manejo regional de combate ao inseto psilídeo – propagador da bactéria causadora do greening, a doença mais devastadora da cultura, no momento. Os citricultores aproveitaram a mesma oportunidade para efetuar o controle químico da podridão floral, enfermidade também conhecida por “estrelinha”.

O agrônomo Robson Ferreira, coordenador técnico de culturas perenes da cooperativa, explica que a prática do manejo regional já está consolidada como medida indispensável entre os produtores e isto contribui para que a velocidade de intensificação do greening seja menor no noroeste e norte do Paraná que em outras regiões do país. “Mesmo assim, todo cuidado é pouco”, adverte o coordenador, ressaltando a importância de se fazer inspeções minuciosas, periodicamente, para detectar plantas com sintomas da doença e a imediata eliminação das mesmas.

Por conta desses cuidados, no noroeste e norte do Estado, o índice de infestação do greening ainda é relativamente baixo, de 3,5% a 5%, mas em algumas regiões do interior de São Paulo, o percentual chega a 14%, segundo instituições do setor. Não há tratamento para a doença.

O coordenador informou também que a colheita de laranja, na região da cooperativa, já chega a 30% do volume previsto, com a expectativa de que a safra totalize 7,5 milhões de caixas de 40,8 quilos, ficando abaixo do volume colhido no ano passado, de 8,4 milhões. A queda é resultado de danos causados aos pomares pelas geadas do ano passado.

Texto : Flamma/Cocamar / Foto ilustrativa

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