Listas online atrapalham a polícia em Cianorte

lista02A Polícia Civil de Cianorte está precisando dar atenção a um tipo de problema que poderia, facilmente, não existir na cidade. E que acaba desviando o trabalho policial de cuidar de crimes mais problemáticos para a sociedade. Desde o início da semana listas difamatórias (imagem ao lado) circulam por grupos de cianortenses no aplicativo Whats App.

O que parecia ser uma brincadeira no início virou caso de polícia. Algumas pessoas que se sentiram ofendidas por estarem nas listagens ou pais de jovens citados já registaram queixa na 21ª SubDivisão de Polícia Civil. “As pessoas precisam se preocupar com coisa mais importante que ficar na internet”, lamentou o delegado chefe Adão Wagner Loureiro Rodrigues (foto abaixo). “Temos uma equipe pequena para cuidar de uma população de 115 mil habitantes de cidades da região e precisamos dar atenção para essas coisas da internet também”.

A primeira lista divulgada foi “Relação dos mais xaropes [sic] de Cianorte”. Em seguida foram feitas listas das mulheres mais xaropes, das mais ‘cornas’, dos mais ‘cornos’, das meninas mais ‘rodadas’ e depois das mulheres mais ‘barraqueiras’.

adao10

O delegado Adão Wagner comenta que o caso pode ter dois tipos de constrangimento: o de aparecer nas listas online e num segundo momento de ter que prestar depoimento na delegacia, caso os procedimentos tenham desdobramento.

BOLETIM – As tais listas podem caracterizar casos de danos morais, calúnia e/ou difamação. Quem se sentir ofendido ou prejudicado de alguma maneira pode procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Que, no âmbito policial, é o registro de um fato potencialmente criminoso.

Para facilitar ou ajudar na identificação dos autores, a vítima deve registrar e imprimir as listas. Também vale registrar em cartório o documento, já que os autores podem retirar facilmente o conteúdo da rede. A pena, em casos de condenação, varia entre um mês e dois anos de detenção e mais aplicação de multa.

Algumas pessoas se sentem como vítimas e outras não ligam para isso e seguem com suas vidas, pois logo o “falatório” acaba. “Infelizmente, temos que nos adaptar à essa fase. Hoje tudo é impessoal e há pessoas que se aproveitam do anonimato. A internet tem coisas boas como fazer pesquisa, mas também tem coisas ruins”, considerou o delegado cianortense.

Cianortense já foi condenado após ofensa na internet

Para quem acredita que em Cianorte esse tipo de situação “não dá em nada” e que os autores nunca serão descobertos, vale lembrar que já há um precedente. Em setembro do ano passado, o aposentado Juvenal Dionízio de Souza foi condenado pela Justiça a prestação de serviços à comunidade, para ser cumprida no Albergue Noturno de Cianorte.

A ação penal foi promovida pelo prefeito Claudemir Bongiorno e pelo secretário municipal de Saúde, Rogério Sossai, após o réu ofendê-los publicamente na rede social Facebook. A pena citada foi aplicada em virtude de um acordo proposto pelo Ministério Público.

 Texto e foto: Andye Iore

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Listas online atrapalham a polícia em Cianorte

lista02A Polícia Civil de Cianorte está precisando dar atenção a um tipo de problema que poderia, facilmente, não existir na cidade. E que acaba desviando o trabalho policial de cuidar de crimes mais problemáticos para a sociedade. Desde o início da semana listas difamatórias (imagem ao lado) circulam por grupos de cianortenses no aplicativo Whats App.

O que parecia ser uma brincadeira no início virou caso de polícia. Algumas pessoas que se sentiram ofendidas por estarem nas listagens ou pais de jovens citados já registaram queixa na 21ª SubDivisão de Polícia Civil. “As pessoas precisam se preocupar com coisa mais importante que ficar na internet”, lamentou o delegado chefe Adão Wagner Loureiro Rodrigues (foto abaixo). “Temos uma equipe pequena para cuidar de uma população de 115 mil habitantes de cidades da região e precisamos dar atenção para essas coisas da internet também”.

A primeira lista divulgada foi “Relação dos mais xaropes [sic] de Cianorte”. Em seguida foram feitas listas das mulheres mais xaropes, das mais ‘cornas’, dos mais ‘cornos’, das meninas mais ‘rodadas’ e depois das mulheres mais ‘barraqueiras’.

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O delegado Adão Wagner comenta que o caso pode ter dois tipos de constrangimento: o de aparecer nas listas online e num segundo momento de ter que prestar depoimento na delegacia, caso os procedimentos tenham desdobramento.

BOLETIM – As tais listas podem caracterizar casos de danos morais, calúnia e/ou difamação. Quem se sentir ofendido ou prejudicado de alguma maneira pode procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência. Que, no âmbito policial, é o registro de um fato potencialmente criminoso.

Para facilitar ou ajudar na identificação dos autores, a vítima deve registrar e imprimir as listas. Também vale registrar em cartório o documento, já que os autores podem retirar facilmente o conteúdo da rede. A pena, em casos de condenação, varia entre um mês e dois anos de detenção e mais aplicação de multa.

Algumas pessoas se sentem como vítimas e outras não ligam para isso e seguem com suas vidas, pois logo o “falatório” acaba. “Infelizmente, temos que nos adaptar à essa fase. Hoje tudo é impessoal e há pessoas que se aproveitam do anonimato. A internet tem coisas boas como fazer pesquisa, mas também tem coisas ruins”, considerou o delegado cianortense.

Cianortense já foi condenado após ofensa na internet

Para quem acredita que em Cianorte esse tipo de situação “não dá em nada” e que os autores nunca serão descobertos, vale lembrar que já há um precedente. Em setembro do ano passado, o aposentado Juvenal Dionízio de Souza foi condenado pela Justiça a prestação de serviços à comunidade, para ser cumprida no Albergue Noturno de Cianorte.

A ação penal foi promovida pelo prefeito Claudemir Bongiorno e pelo secretário municipal de Saúde, Rogério Sossai, após o réu ofendê-los publicamente na rede social Facebook. A pena citada foi aplicada em virtude de um acordo proposto pelo Ministério Público.

 Texto e foto: Andye Iore

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