LIG precisa de mais doadores de medula, apesar de ter 110 mil cadastros

Mesmo em meio à pandemia, o Laboratório de Imunogenética (LIG) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) segue com suas atividades. Apesar de ter 110 mil voluntários cadastrados, o número precisa crescer, afinal a possibilidade de um paciente que necessita de transplante de medula óssea encontrar um doador compatível varia de 1 para 100 mil a 1 para 1 milhão.

“O Brasil possui o terceiro maior banco de doadores voluntários de medula óssea, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha. O Brasil mantém convênio com os dois países e a soma dos doadores nesses três bancos aproxima-se dos 30 milhões”, destaca Jeane Eliete Laguila Visentainer, diretora do LIG-UEM. Apesar da expressividade, é possível aumentar a quantidade.

Para se cadastrar como doador voluntário em Maringá basta procurar o Hemocentro Regional de Maringá da UEM de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h30, ou aos sábados, entre 7h e 12h30. O endereço é Avenida Mandacaru, 1.600, ao lado do Hospital Universitário. O cadastro é feito apenas uma vez: portanto, se você já se cadastrou em qualquer munícipio brasileiro e mudou de endereço, faça a atualização cadastral no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

Ao se cadastrar é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado de saúde, levar CPF e Carteira de Identidade com foto recente, assinar o termo de consentimento do Redome e fazer uma pequena coleta de sangue. Além do Hemocentro Regional de Maringá, o LIG-UEM também trabalha em parceria com os hemonúcleos de Cianorte (PR) e Paranavaí (PR).

“Nossos recursos são exclusivamente provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, nenhum procedimento é cobrado de qualquer cidadão”, reforça o professor Rafael Campos Bezerra, coordenador do projeto de extensão “Cadastramento de Doadores Voluntários de Medula Óssea” na UEM.

O LABORATÓRIO DE IMUNOGENÉTICA

O LIG, vinculado ao Departamento de Ciências Básicas da Saúde (DBS) da UEM, foi fundado em 1985. É referência nacional na realização de exames de histocompatibilidade por meio da tipificação de HLA (Antígenos Leucocitários Humanos), voltados à seleção de doadores de medula óssea para pacientes com doenças como leucemia, anemias aplásticas e linfomas.

Localizado no Bloco T-20 do câmpus sede da UEM, em área de 530 m², também atende pacientes hematológicos, doadores voluntários e os hematologistas na realização desses exames em famílias que buscam parentes compatíveis com um paciente, de acordo com Jeane Visentainer.

A equipe é formada por docentes, técnicos de nível médio e auxiliares de laboratório. Todos os docentes participantes assumem a responsabilidade técnica e um deles a direção técnica do laboratório frente ao Ministério da Saúde, por meio da Central de Transplantes do Estado do Paraná. Além disso, todos realizam atividades de ensino e pesquisa, por exemplo na avaliação de como a genética pode estar relacionada ao desenvolvimento de hanseníase, zika, periodontite, espondiloartrites e outras doenças.

Fonte: Matheus Teixeira – Assessoria de Comunicação da Universidade Estadual de Maringá

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