Hospital agiliza transferência para salvar vítimas da explosão

hospital01Até o começo da noite de hoje (5) eram duas mortes entre as vítimas da explosão na fábrica da Pinduca Alimentos, ontem (4), em Cianorte. E entre os feridos, havia seis pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), dos hospitais cianortenses Santa Casa e São Paulo, aguardando vagas para transferência para hospitais especializados em queimados em Curitiba, Goiânia (GO) e São Paulo. Desses, dois eram casos bem graves, com risco de morte. Eles foram transferidos de avião no começo da noite para o Hospital de Urgências de Goiânia e outro será encaminhado amanhã de manhã para Curitiba. “Os pacientes precisam estar estáveis para poderem viajar e chegar ao destino da melhor maneira possível sem piorar o quadro”, comentou o diretor da Santa Casa, Kaio Feroldi Motta.

Para ajudar toda a operação, a direção da Pinduca garantiu o transporte aéreo e o translado do aeroporto até o hospital nas cidades de destino dos pacientes (leia no box abaixo). A central de leitos do Hospital da Cruz Vermelha, de São Paulo, entrou em contato com a direção da Santa Casa para saber informações sobre o estado dos pacientes.

Entre os casos mais graves, os pacientes estão com a maior parte do corpo queimada. O hospital convocou até os enfermeiros que estavam de folga para prestar o melhor atendimento possível às vítimas.

MORTES – As vítimas fatais são Ricardo da Silva, de 35 anos, e Vanderlício de Alexandrini, de 56 anos. O primeiro foi soterrado após a explosão e seu corpo só foi encontrado na noite do dia do acidente com a ajuda de um guindaste que retirou partes da estrutura do prédio destruído na explosão. A segunda morte foi no hospital na manhã de ontem. A vítima estava com aproximadamente 68% do corpo queimado.
Familiares das vítimas ficaram na frente da Santa Casa ontem aguardando informações sobre os pacientes.

LAUDO – Equipes da Polícia Técnica e do Corpo de Bombeiros estiveram hoje na empresa em Cianorte para realizar a perícia que vai apurar o que teria provocado a explosão. Segundo a direção, o equipamento que explodiu é utilizado comumente no setor no país e estaria em boas condições de uso.

COMO FOI – A explosão numa secadora de amido aconteceu no meio da tarde de ontem (4). Parte das instalações ficou destruída e também houve incêndio no local. Moradores de bairros próximos sentiram e ouviram a explosão. Só não houve mais vítimas porque os trabalhadores estavam em intervalo de trabalho.

Pinduca presta auxílio para as vítimas e famílias

A empresa Pinduca presta todo o auxílio necessário às vítimas da explosão do secador de amido ocorrido em Cianorte. A direção em Araruna informou que a empresa providenciou um avião de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para transferir os funcionários que se encontram em estado mais grave.

De acordo com o gerente comercial, César Fernando Paggi, o avião UTI contratado pela empresa está de prontidão para encaminhar as vítimas. “Estamos com tudo pronto. Apenas aguardamos a liberação do hospital e a definição para onde os funcionários serão transferidos”, afirma.

Paggi conta ainda que a empresa também presta auxílio aos familiares dos funcionários. “Esse acidente foi uma fatalidade e não temos medido esforços para ajudar as famílias e os funcionários que se feriram no acidente”, anunciou o gerente.

Textos: Andye Iore e Juliano Secolo  /  Foto do hospital: Juliano Secolo

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