Governo do PR ajuda a quem deseja parar de fumar

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O tabaco ainda é um grave problema de saúde pública no País. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca), cerca de 200 mil brasileiros morrem anualmente em função de doenças relacionadas ao tabaco. No ano passado, 23,4 mil pessoas foram beneficiadas pelas políticas de atenção à pessoa tabagista do Estado. O programa é oferecido nas 22 Regionais de Saúde (RS), em 163 municípios, por 702 serviços de saúde.

A Secretaria Estadual de Saúde tem promovido capacitações de seus servidores para atuarem nos Grupos de Atenção à Pessoa Tabagista. Profissionais como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, participam do Programa de Controle do Tabagismo, iniciativa que apoia o fumante no processo de abandonar esta dependência. O trabalho em grupo inclui avaliações clínicas, aconselhamento psicológico e, se necessário, prescrição de medicamentos.

“O hábito de fumar é, com certeza, um dos que mais traz danos à saúde. Nós estamos constantemente lutando contra o tabaco e procuramos alertar o paranaense sobre seus efeitos na saúde. Nossa meta é criar cada vez mais esforços para proteger os cidadãos que não fumam e conscientizar os fumantes”, disse o secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto.

Uma das beneficiadas com o programa de combate ao tabagismo foi a londrinense Telma Elorza, analista de redes sociais de 53 anos. Fumante desde os 28 anos, em 2013 Telma resolveu abandonar o vício, após um amigo ter a perna amputada em consequência do tabaco. “Fui em uma unidade de saúde e busquei ajuda. Nas reuniões aprendi a controlar não só a dependência física, mas a psicológica e o hábito de fumar. Depois de quatro encontros comecei a ficar sem vontade de fumar”, conta Telma.

DIMINUIÇÃO – Os números oficiais mostram que, entre 2006 e 2014, o percentual de fumantes diminuiu 30,7% no País. Atualmente, 21,2% da população se declara como ex-fumante, 18,3% como fumante passivo e apenas 3% diz fumar mais de 20 cigarros ao dia.

Os fumantes regulares, que consomem tabaco todos os dias, são apenas 10,8% da população – um em cada quatro homens e uma em cada 20 mulheres está nesta situação.

“O tabaco é a maior causa de morte evitável no mundo. Não existem benefícios quando o assunto é o tabagismo. As pessoas precisam se dar conta de que esta é uma doença que precisa ser tratada e levada a sério”, enfatizou a chefe do Departamento de Promoção da Saúde do Estado, Maria Cristina Fernandes.

DOENÇAS – Aproximadamente 56 doenças são diretamente relacionadas ao consumo de tabaco. Entre as principais está o câncer de pulmão, no qual 90% dos casos que resultam em mortes são associados ao tabagismo; infartos, com 45% das mortes relacionadas ao tabaco; e doenças vasculares – 25% das vítimas fatais são decorrência do consumo de tabaco.

No Paraná, apenas em 2016, 3.259 pessoas morreram por enfisema pulmonar e doença obstrutiva pulmonar crônica (dpoc) provocadas pelo consumo de tabaco. Destes, 51,3% são homens e 48,7% mulheres. Cerca de 96% dos casos acontece a partir dos 40 anos.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o Brasil gasta R$ 23 bilhões por ano com o tratamento de doenças relacionadas ao tabagismo. Os impostos pagos pela indústria, entretanto, geram apenas R$ 6 bilhões ao País.

“O tabagismo é um transtorno para toda a sociedade. Metade dos fumantes um dia vai morrer em decorrência do tabaco. A cada um real arrecadado pelo Brasil com os impostos, R$ 3,50 são gastos para tratar as consequências que o tabaco gera”, afirma o médico pneumologista, Jonatas Reichert,

LEI – A Lei 12.546/2011, mais conhecida como Lei Antifumo, estabelece que ambientes fechados e de uso coletivo devem ser 100% livres de tabaco. A regra vale para o cigarro e seus simulares (charutos, cigarrilhas, cachimbos e afins).

A lei considera como ambientes fechados qualquer espaço que seja delimitado por paredes, divisórias, tetos e até mesmo toldos. Com isso, extinguiu-se o fumódromo, conceito bastante conhecido e usado por diversos estabelecimentos comerciais, no qual era destinado um espaço para que seus clientes pudessem fumar.

O valor a ser pago pelo descumprimento da lei é de R$ 1,7 mil. Caso haja reincidência, a quantia dobra e a partir da terceira infração o estabelecimento pode ser interditado.

SERVIÇO – Quem deseja livrar-se da dependência ao tabaco pode contar com o Programa de Controle do Tabagismo oferecido pelo Sistema Único de Saúde em todas as Regionais de Saúde. Os grupos de trabalho são conduzidos por equipes multiprofissionais e oferecidos em serviços de saúde, como as unidades básicas.

Quem quiser participar deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Mesmo que a sua unidade não ofereça o serviço, nela haverá informações de onde a população pode encontrar os grupos de trabalho.

Texto : AE-PR

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