Gesso na Construção Civil


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O futuro da construção civil aponta para o uso cada vez maior do gesso, o que deverá fazer com que aumente a procura por profissionais qualificados.

Este material apresenta características e propriedades muito interessantes, dentre as quais podemos destacar:

Ótimo isolamento térmico e acústico, além de possuir elevada resistência ao fogo.

Possui uma ótima aderência a blocos, tijolos, pedras e revestimentos de argamassas. Pode ser aplicado direto em paredes de alvenaria, dispensando a aplicação de chapisco. Quando usado como revestimento, a espessura da camada deve ser pequena (embora possa atingir até 2 cm, o ideal é em torno de 0,5 cm), pois espessuras maiores fazem com que ele trinque, ou seja, ele deve ser aplicado em paredes e tetos muito bem regularizados, caso contrário é necessária aplicação do emboço antes do gesso, fazendo com que se torne menos vantajoso.

Custo benefício: quando comparado com a aplicação de argamassa convencional mais massa corrida, seu custo se mostra bem menor. Entretanto, isso irá variar conforme a disposição de material e mão de obra da região.

Possui baixa resistência à compressão (choques) e baixo índice de dureza, tornando pouco indicado em lugares de tráfego e uso intensos.

Baixa resistência na presença de água podendo-se dissolver, razão pela qual não é recomendado seu uso em áreas externas. Entretanto, pode ser usado em áreas internas úmidas, como banheiros, por exemplo, desde que convenientemente protegido.

Beleza: como resultado final, o gesso apresenta uma superfície lisa e branca, dispensando o uso de massa corrida, e facilitando o preparo da superfície.

Alta produtividade: sua aplicação e tempo de cura são mais rápidos do que das argamassas convencionais, acelerando assim a etapa de acabamentos da obra.

Como revestimento: O gesso é utilizado em forma de pasta, uma mistura de gesso + água na proporção 1/1 (1 kg de gesso para 1 litro de água), ela pode ser aplicada de duas formas, desempenado ou sarrafeado. O gesso desempenado, embora mais fácil de executar, acompanha as irregularidades da parede ou do teto, podendo resultar numa baixa qualidade de acabamento, se a parede ou teto estiver muito irregular. O gesso sarrafeado pode ser feito em espessuras maiores, escondendo as irregularidades da parede ou teto e dando uma melhor qualidade do acabamento final.

Como divisórias: as divisórias de gesso são amplamente utilizadas pois são de rápida instalação, gera poucos resíduos, reduz o peso de sobrecarga o que acarreta em uma grande economia no custo total da obra dentre outras.

Existem dois métodos de execução de divisórias de gesso, as que utilizam blocos e a que utiliza o sistema drywall.

Os blocos de gesso não possuem função estrutural, são peças pré fabricadas maciças ou vazadas com encaixes macho-e-fêmea. Existem 4 tipos de blocos: BLOCO TIPO S (standard), normalmente de cor branca para uso geral; BLOCO TIPO H (hidrófugo), normalmente de cor azul, para uso em ambientes sujeitos à ação da umidade de forma intermitente; BLOCO TIPO GRG (reforçado com fibras de vidro), normalmente de cor verde, geralmente empregado em ambientes de uso coletivo; BLOCO TIPO GRGH (hidrófugo e reforçado), normalmente na cor rosa, geralmente empregado em ambientes de uso coletivo e sujeitos à ação da umidade de forma intermitente.

Já o sistema DRYWALL é um tipo de vedação de gesso cujo significado na origem da palavra é: DRY = seco e WALL = parede. Esse sistema construtivo é composto por perfis de aço galvanizado formando montantes e guias sobre os quais são fixados placas de gesso acartonado por meio de parafusos especiais. Essas placas apresentam-se em 3 tipos: ST (Standard – cinza): utilizada em áreas secas, sem necessidades específicas;RU (Resistente à Umidade- verde): utilizadas em áreas sujeitas à umidade de forma intermitente e por tempo limitado; RF (Resistente ao Fogo – vermelha): utilizadas em áreas com pouca presença de umidade e com exigências especiais em relação ao fogo.

Todas as utilizações do gesso geram resíduos, e estes, ao contrário do que se imaginava até há pouco tempo, não são necessáriamente descartáveis, mas podem ser reaproveitados de diferentes formas.

Os resíduos do gesso readquirem as características químicas da gipsita, minério do qual se extrai o gesso. Desse modo, o material limpo pode ser utilizado novamente na cadeia produtiva. O reaproveitamento desse material, evoluiu bastante em pelo menos três frentes, são essas: indústria de cimento, na agricultura, e o próprio setor de transformação de gesso.

Na indústria cimenteira, o gesso é um ingrediente útil e necessário, sendo adicionado em pequena proporção ao cimento (cerca de 5%), atuando como retardante de pega tornando-o mais “trabalhável”. Na agricultura por causa da gipsita, o gesso está sendo aplicado como fertilizante, corretivo de solos, condicionador de subsuperfícies e condicionador de estercos. Já na indústria de transformação de gesso, os fabricantes podem reincorporar seus resíduos, em certa proporção, em seus processos industriais. Essa opção ainda é pouco utilizada na prática, mas é igualmente viável do ponto de vista técnico e econômico.

Vale então ressaltar que não é de hoje que a humanidade utiliza tal material na construção, há evidências de sua utilização com mais de 8.000 anos, sendo utilizado na elaboração de rebocos. Apresenta também baixo impacto ambiental e, portanto, é compatível com as crescentes exigências de sustentabilidade das atividades econômicas, notadas no setor. Apesar de algumas limitações, a utilização do gesso traz muitas vantagens, que valem a pena serem exploradas dentro de uma obra.

 

Na semana que vamos abordar um assunto que gera muitas dúvidas. Qual o melhor telhado, o embutido ou o aparente?

Fique ligado e até lá!

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