Época de reprodução dos gambás exige cuidados pela população


Animal nativo da fauna brasileira e cada vez mais adaptado ao meio urbano, o gambá é comumente encontrado em Cianorte, tanto nas vias públicas próximas ao Parque Cinturão Verde como nas residências. Nesta época do ano, em que a espécie costuma se reproduzir, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) alerta que os cuidados da população quanto à preservação dos espécimes devem ser redobrados, visto que as fêmeas ficam mais lentas e buscam cantinhos escuros para se fixarem com a sua cria, como os quintais e os forros dos imóveis, o que acaba gerando conflitos com os humanos e animais domésticos, resultando em atropelamentos, agressões, ataques por cães e gatos, entre outros.

Nessa semana, por exemplo, a rotina da SEMMA, foi alterada com a chegada de 10 filhotes, encontrados por um cidadão, que procurou por ajuda. “Não é possível afirmar como esses bichinhos ficaram sem a mãe. Mas o motivo mais provável é que ela tenha morrido. Isto porque, as pessoas associam os gambás com sujeira, acham que são perigosos ou simplesmente os negligenciam por sua aparência e acabam colaborando para acidentes ou cometendo maus-tratos”, relatou a chefe da Divisão de Educação Ambiental, Cristiane Marchini Roco. “E a situação tende a piorar. Após a morte da mãe, os filhotes dificilmente sobrevivem, pois ficam desprotegidos pela bolsa marsupial da fêmea. É lamentável”, pontuou.

Segundo a servidora, que é bióloga, “a verdade é que os gambás fazem parte da riqueza de nossa fauna e são muito importantes para o equilíbrio ecológico, atuando como dispersores de sementes e controladores de pragas exóticas, como o Caramujo-africano; e de parasitas, como o carrapato; ajudando a prevenir a propagação de doenças. Porém, independente de suas qualidades, é dever da sociedade proteger os animais, quaisquer que sejam. Além de crueldade, os maus-tratos são crimes ambientais e quem os cometem devem responder perante a lei”, salientou Cristiane.

Para evitar ter um ou mais gambás como hóspedes, a bióloga aconselha vedar aberturas entre telhados e forros da casa; acondicionar o lixo corretamente; e não deixar rações de cães e gatos expostas durante a noite, visto que a espécie possui hábitos noturnos e enxerga melhor no escuro. “Caso se depare com um, não é recomendável acuar o animal, que não é agressivo e geralmente não ataca, mas em situação de extremo estresse pode emitir sons, mostrar os dentes e expelir odor. Não tente pegá-lo, muito menos matá-lo. O ideal é que ele encontre sozinho um caminho para fuga”, orienta Cristiane.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Prefeitura Municipal de Cianorte

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