ENVELHECER COM SAÚDE E COM DENTES SAUDÁVEIS

Com o aumento da expectativa de vida, os dentes também passaram a ficar muito mais tempo na boca, e diante disso nós Dentistas, temos o dever de acompanhar e proporcionar uma melhor qualidade de vida aos idosos.

Sendo assim, há uma tendência de preservação máxima da dentição natural, evitando extrações desnecessárias e outros procedimentos invasivos. Essa postura, aliada ao aumento da expectativa de vida da população, tem prolongado a longevidade dos dentes naturais para muitas pessoas. Sem dúvida, esse é um importante avanço da odontologia, e consequentemente com o aumento da longevidade, esses dentes também sofrem maior desgaste natural.

Esse desgaste é precedido por alguns sinais, no qual identificamos facilmente em consultas de rotina. Em uma fase inicial, a erosão ácida provoca uma perda do brilho do esmalte, depois maior facilidade à pigmentação, principalmente nas pessoas que fumam, e, em seguida, se tornam translúcidos, evidenciando uma cor mais acinzentada.

A erosão ácida provoca maior hipersensibilidade aos estímulos térmicos, frios e quentes, aos estímulos tácteis, toque da escova ou talheres, e numa fase mais avançada problemas da ATM – articulação temporomandibular, como dores, estalidos, bloqueio na abertura, e até mesmo dor de cabeça. Nos casos mais graves, o desgaste acentuado traz complicações estéticas, incluindo fraturas nos dentes.

Independentemente da idade, o bruxismo também provoca desgaste dental. Para o idoso com bruxismo a situação piora, e, mesmo que não tenha bruxismo, o próprio tempo, vai promovendo um desgaste, que pode variar de acordo com seus hábitos: alimentares, má oclusão, bruxismo, abrasão, uso de cremes dentais muito abrasivos, escova dental com cerdas duras, dentre outros. Esses desgastes nos dentes provocam dor e desconforto que são sentidos quando o dente fica com a raiz exposta por problema periodontal ou por perda de esmalte pelos motivos acima citados.

Com o passar do tempo ocorrem alterações em todo o corpo, bem como nos ossos faciais, principalmente na maxila, implicando em uma aparência mais envelhecida. A falta de apoio dos tecidos moles e com os dentes desgastados, tortos, e desorganizados na arcada faz com que o rosto fique com contornos ovais na parte inferior da face, e a pele flácida também influencia na aparência do pescoço, que fica com aspecto mais envelhecido.

Portanto, há vários fatores que intensificam o envelhecimento facial, além do simples desgaste dos dentes. Por isso, é importante o cuidado com a saúde oral desde cedo. É importante saber que o envelhecimento é inevitável, contudo, podemos atenuar e corrigir muitos problemas através da reabilitação oral, confecção de novas próteses, aparelho ortodôntico, implantes, facetas de porcelana e muitos outros tratamentos indicados para casos específicos.

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