Emater ajuda agricultor a ter mais renda e a viver melhor

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A Emater e a empresa de origem suíça Syngenta promovem nesta semana, desde terça-feira (7), em Ponta Grossa, quatro dias de eventos técnicos no campo para mostrar a cerca de 1,2 mil agricultores do Centro-Sul do Estado tecnologias de produção que podem ser adotadas por eles na próxima safra de feijão e milho para colher mais e elevar a renda da família.

Os eventos orientam também sobre como cuidar do meio ambiente e da saúde das pessoas que lidam com a lavoura em ainda, como levar para o mercado um alimento seguro para o consumidor. O trabalho tem o apoio do Iapar, prefeituras, Embrapa, Instituto Agronômico de Campinas, Fundação Terra e Fundação ABC.

A semana de campo, promovida há 18 anos, faz parte das atividades programadas pela Emater dentro do projeto Centro-Sul de Feijão é Milho, que na última safra atendeu aproximadamente 2 mil famílias de agricultores em mais de 40 municípios paranaenses.

Ação que conta com a parceira do Iapar, Syngenta e Embrapa, além da colaboração de 140 produtores que cedem suas propriedades para os técnicos do Instituto instalarem o que chamam de “unidades de referência”.

“Essas unidades são lavouras conduzidas pelos produtores com a adoção de tecnologias que ajudam a colher mais, ganhar mais dinheiro, sempre de olho na preservação dos recursos naturais e tendo a perspectiva de levar para a mesa do consumidor um alimento livre de qualquer resíduo tóxico”, explica o engenheiro agrônomo Germano Kusdra, da Emater de Ipiranga e coordenador geral do projeto.

As 135 unidades de referência de milho e feijão instaladas na última safra foram usadas para a realização de reuniões técnicas onde os participantes, geralmente agricultores vizinhos dos colaboradores, puderam conferir na prática todas as tecnologias aplicadas.

“Entre elas, o plantio direto que contribui com a maior retenção das águas da chuva no solo, evitando a erosão e permitindo que as plantas suportem por mais tempo os períodos de estiagem; o uso de sementes geneticamente melhoradas; técnicas de aplicação de agroquímicos que evitam o desperdício, melhoram a eficiência dos produtos e não comprometam a saúde do meio ambiente; e o controle integrado de pragas e doenças”, detalha Kusdra.

Na safra orientada em 2015/2016, a média de produtividade das unidades de referência de feijão foi de 2,1 mil quilos por hectare, contra a média estadual de 1,5 mil quilos por hectare. As lavouras de referência de milho atingiram a média de produtividade de 8,3 mil quilos por hectares, quando a média estadual da cultura, na mesma safra, foi de 5,5 mil quilos por hectare.

“Para atingir esse resultado, o produtor não precisa fazer muita coisa, basta fazer o básico e fazer bem feito. É exatamente o que estamos mostrando aqui nesse evento técnico durante toda a semana”, explica o coordenador do projeto.

O extensionista comenta, ainda, que a busca por melhor produtividade também leva em conta a necessidade de aumento do lucro do produtor. “E isso vem acontecendo. A margem bruta dos agricultores que trabalharam com as lavouras de referência de milho, na média, foi de R$ 2,9 mil por hectare, quando os custos variáveis ficaram, na média, em R$ 2,4 mil”, disse. “No caso do feijão, a margem bruta média, por hectare, das unidades de referência alcançou R$ 5,3 mil por hectare, com o custo variável, médio, de R$ 2,5 mil”, completou Kusdra.

Germano conta que o aumento da renda tem contribuído para o produtor investir na melhoria da infraestrutura produtiva do sítio, como a compra de máquinas ou a construção de novas instalações. “Também deixa a família mais capitalizada para introduzir novas atividades na propriedade, a exemplo da fruticultura e da olericultura, que dão maior retorno financeiro por unidade de área cultivada e até o desenvolvimento de pequenas agroindústrias.

Ele destaca que, mais importante que tudo isso, promove a melhoria nas condições de vida dessas pessoas. “É comum a gente ver agricultores atendidos pelo Projeto tendo a condição de construir uma casa nova, equipar melhor essa mesma casa, comprar um carro zero quilômetro e até financiar o estudo de filhos em faculdades”.

Texto: AE-PR

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