Educação realiza segunda etapa das provas online da EJA

Escolas estaduais de todo o Paraná aplicaram nessa terça-feira (30) a segunda etapa de 2019 dos exames online da Educação de Jovens e Adultos (EJA). As provas são voltadas a pessoas com 15 anos ou mais que não conseguiram concluir, em idade própria, as disciplinas dos anos finais do Ensino Fundamental. Aproximadamente 7,5 mil pessoas fizeram a inscrição para os exames.

Nessa edição foram realizados testes nas disciplinas de Língua Portuguesa e Redação, Matemática, História, Geografia, Educação Física e Arte. O exame presencial foi aplicado em laboratórios de informática de instituições estaduais de ensino e a certificação é emitida nas escolas do Estado credenciadas pela Secretaria da Educação do Paraná.

Com exceção da prova de Português, que conta com redação, os demais testes são compostos por 15 questões objetivas. Para conseguir a certificação na disciplina é preciso atingir nota igual ou superior a 6,0. O resultado deve ser divulgado nos próximos dias, conforme programação de cada escola.

ALTERNATIVA

A coordenadora do Departamento de Educação de Jovens e Adultos da secretaria, Marcia Dudeque explica que os exames são uma alternativa para aqueles que, por algum motivo, precisaram dar uma pausa nos estudos. As provas também são bastante procuradas por pessoas que não conseguem frequentar a escola todos os dias da semana e precisam da certificação apenas em algumas disciplinas isoladas, a fim de concluir a matriz curricular do Ensino Fundamental.

“Nem sempre a vida do adulto favorece que ele participe da escolarização. Embora seja uma prova do ensino fundamental, o exame dá uma garantia aos anseios dessas pessoas de conseguir vagas de trabalho melhores”, aponta

É o que espera Ismael dos Santos Lima, 39 anos, que fez a prova de Língua Portuguesa. Por conta da vida corrida de trabalho, ele acabou deixando os estudos de lado, mas percebeu como concluir o Ensino Fundamental é importante para alcançar melhores oportunidades de emprego. “Vou conseguir arrumar um serviço melhor, um trabalho melhor, porque sem o certificado você não arruma nada”, afirmou.

Desempregada no momento, Cristiane Proença da Silva, 34 anos, almeja uma vaga como auxiliar de produção, que costuma exigir o Ensino Fundamental como escolaridade mínima dos candidatos. Ela se ausentou das salas de aula porque não conseguiu conciliar a maternidade com os estudos. Agora, com os filhos crescidos, veio a vontade de finalizar essa etapa de ensino.

“É de uma força de vontade que eu tirei lá do fundo, porque parei de estudar há 20 anos. É um sonho concluir meus estudos. Se eu quiser conseguir um emprego agora que meus filhos estão grandes, eu preciso correr atrás”, diz.

Fonte: Agência Estadual de Notícias do Paraná

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